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1º ENCONTRO REGIONAL SUL SOBRE TRABALHO DECENTE:

UGT promove debate a busca do

Trabalho Decente para Mulheres e Jovens!

A União Geral dos Trabalhadores – UGT realizou no dia 30 de julho/2014, em Curitiba/ PR, o 1º Encontro Regional Sul sobre Trabalho Decente, tendo este encontro como foco principal “A Busca do Trabalho Decente para Mulheres e a Jovens".

O encontro “Trabalho Decente para Mulheres e Jovens“ apresentou os trabalhos das UGT’s do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e palestras com os professores da Universidade Federal do Paraná Paulo Bracarense e Sandro Lunard Nicoladelli e as dirigentes sindicais da UGT Elisabete Madrona e Rosemary Selzler.

A mesa de abertura (foto acima) foi formada por Vicente da Silva, presidente da FECEP e vice-presidente da CNTC; Paulo Rossi, presidente da UGT-PARANÁ; Zé Maria, vereador curitibano (SDD); Marisa Stédille, diretora de Qualificação da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego de Curitiba (SMTE); Iara Freire, secretária-geral da UGT-PARANÁ; Paulo Sérgio dos Santos, secretário nacional de Formação Política da UGT, que também é membro da UGT no Conselho Estadual do Trabalho do Paraná; Leocides Fornazza presidente da Regional Noroeste da UGT-PARANÁ, Orildes Maria Lottici, diretora nacional da UGT, que também representou a UGT-RIO GRANDE DO SUL; Nilton Nicolazzi Filho, Vice-Presidente do Sinttel/SC, representando a UGT-SANTA CATARINA e Manoel Negraes diretor da Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência.

O presidente da FECEP, Vicente Silva falou da importância do tema que envolve o Trabalho Decente, inclusive da luta que os comerciários no Brasil tiveram para reconhecer a categoria.

Representando a UGT – SANTA CATARINA, Nilton Nicolazzi – vice presidente do Sinttel-SC (na foto ao lado), lembrou que muitas decisões dos conselhos do trabalho passam obrigatoriamente pelo legislativo municipal, estadual e federal e muitos parlamentares estão muito mais a serviço dos patrões do que dos trabalhadores.

O dirigente do Sinttel-SC ressaltou que o trabalho é uma das melhores formas de inclusão social e que na comparação com outros estados, Santa Catarina apresenta importantes avanços, como a terceira maior taxa de formalização do mercado de trabalho a segunda menor taxa de desocupação, segunda menor taxa de desocupação de jovens de 15 a 24 anos e maior proporção de trabalhadores domésticos que contribuem para a Previdência Social.

Porém, ressaltou Nicolazzi, que o Estado tem como desafio o segundo maior índice de acidentes de trabalho, que, em levantamento do início desta década estava na proporção de 29,47/1.000 vínculos empregatícios/ano. Finalizou agradecendo ao Alex, da 1ª Turma do Grupo de Trabalho Decente, bem como UGT-PR, na pessoa de seu Presidente Paulo Rossi pelo empenho em auxiliar na preparação do Encontro e a Federação dos Comerciários na pessoa do seu residente Vicente Silva, por ceder a sede e fornecer estrutura para realização do evento.

PALESTRAS

O primeiro palestrante foi o professor Paulo Bracarense (foto ao lado), da Universidade Federal do Paraná, sendo o tema “O Reflexo da evolução demográfica e ambiental para o Trabalho Decente". Ele exerceu o cargo de Secretário Municipal do Trabalho de Curitiba e foi um dos principais responsáveis pela assinatura e pelo comprometimento da capital curitibana com a Agenda do Trabalho Decente. O tema principal de sua palestra foi o crescimento demográfico urbano nos últimos 60 anos no Brasil e as influências diretas no mundo do trabalho. Ele mostrou as curvas de migração e o crescimento demográfico desproporcional no campo e nas cidades, em especial nos grandes centros e defendeu a questão da mobilidade urbana como um dos principais eixos para a implantação do Trabalho Decente.

“O Trabalho Decente para as Mulheres" foi o tema da segunda palestra. Nela a questão de gênero e as desigualdades salariais foram apresentadas na palestra da secretária da Mulher da UGT-PARANÁ, Elizabete Madrona (na foto). Observou que ao pensarmos a Agenda do Trabalho Decente, temos de questionar os valores sociais impostos a homens e mulheres pelo capitalismo selvagem e que é inconcebível que mulheres ocupem o mesmo cargo de homens e recebam menores salários. A secretária lembrou ainda as diversas especificidades do universo feminino e que devem ser discutidas no meio sindical e impostas nas convenções coletivas de trabalho e que questões como a licença maternidade, tempo de amamentação, creches e saúde da mulher são essenciais para o exercício de um Trabalho Decente.

Na terceira palestra, “O Trabalho Decente nas relações internacionais”, as questões jurídicas internacionais relacionadas a Agenda do Trabalho Decente foram o eixo principal da palestra do professor de direito da Universidade Federal do Paraná, Sandro Lunard Nicoladelli (foto). O professor falou da denúncia contra o Ministério Público do Trabalho apresentada pela UGT e as outras centrais sindicais brasileiras na Organização Internacional do Trabalho, em Genebra. Afirmou que os sindicatos e as centrais sindicais não podem mais se deixar pressionar por alguns integrantes do MPT despreparados para o trato de suas funções públicas. A organização e o custeio sindical autônomos são assegurados pela nossa Constituição. É incabível que um organismo criado para a defesa da classe trabalhadora passe a exercer o papel de carrasco do movimento sindical.

Na quarta palestra, sobre “As perspectivas da juventude para o Trabalho Decente“, a secretária da Juventude da UGT-PARANÁ, Rosemary Selzer (foto)  destacou que cabe aos sindicatos e às centrais sindicais investirem na formação das futuras gerações, conscientizando e preparando os jovens a enfrentar as tantas variantes do mundo do trabalho. Disse que por questões sociais e financeiras, muitas vezes o jovem é obrigado a abandonar seus estudos para trabalhar. As políticas públicas de trabalho e educação têm de observar essas relações para a efetiva implantação do Trabalho Decente para a juventude.

DEBATES

Durante o debate que se sucedeu após a palestra sobre O Trabalho Decente para Mulheres, Nilton Nicolazzi, da UGT – SC, destacou que não poderia deixar de falar sobre os call-centers (centros de teleatendimento), que passaram a fazer parte de nossas vidas nos últimos anos. Ressaltou que atualmente, centenas de milhares de pessoas trabalham numa atividade que há quinze anos era quase desconhecida. Em sua grande maioria são jovens e predominantemente mulheres. Disse que seus processos de trabalho são similares e seu tempo de trabalho é controlado pelos mesmos sistemas de distribuição automática de chamadas e que este pode ser uma experiência desumanizante, com os piores aspectos da rotina das linhas de montagem das fábricas.

O dirigente catarinense destacou que já começa a haver uma conscientização por parte dos trabalhadores de call-center de que a presença sindical contribui para melhorar as condições de trabalho e que a presença do sindicato ajudou a reduzir o assédio moral e para minimizar os abusos de poder, sensibilizando os empregadores em relação aos direitos dos trabalhadores e melhorando as condições gerais de trabalho. Finalizou dizendo que mesmo assim o Sindicato tem que estar sempre e cada vez mais buscando se atualizar e em especial neste segmento, estar sempre se aproximando do linguagem do jovem, formando novas lideranças e que para isto considera que este trabalho de Formação de Formadores sobre Trabalho Decente e Vida Decente da UGT é de fundamental importância, assim como o efetivo apoio que a UGT – SC tem dado nas lutas de seus Sindicatos afiliados, finalizou Nicolazzi.

O sindicalista Rogério Soares (foto ao lado), Secretário Geral do Sinttel-SC e Secretário da Juvetude Adjunto da UGT – SC, participou da mesa de debates realizada após a última palestra, juntamente com Alex Bonfim, do Grupo de Trabalho Decente e Rosemary Selzer, Secretária da Juventude da UGT – PR.

Em sua fala Rogério elogiou as ações da UGT na área da juventude, e agradeceu as oportunidades que lhe estão sendo proporcionadas através da UGT Nacional e UGT Santa Catarina.

Ao final do encontro os representantes das UGT’s dos três Estados do Sul elencaram a elaboração de um documento para ser apresentado à direção nacional da UGT, com pontos relevantes na implantação de uma efetiva Agenda do Trabalho Decente com ampla participação dos trabalhadores.

As imagens dos participantes dos representantes da Santa Catarina no Encontro:

  
Nilton Nicolazzi falando sobre a participação no Grupo de Formação de Trabalho Decente (foto da esquerda).
Sergio Diniz e Nilton Nicolazzi do Sinttel-SC e UGT – SC com os co-irmãos do Sinttel-PR, filiado a UGT-PR, Sergio Marino Neves (UGT-RS), Naiana dos Santos (SC) e Alex Bonfim (UGT-PR) alunos do 1º Grupo de Formação de Formadores Trabalho Decente Vida Decente da UGT, com Gustavo Garcia assessor da Secretaria de Relações Internacionais da UGT Nacional (foto da direita).

  
Nilton Nicolazzi (UGT-SC), Sergio Marino Neves (UGT-RS), Naiana dos Santos (SC) e Alex Bonfim (UGT-PR) alunos do 1º Grupo de Formação de Formadores Trabalho Decente Vida Decente da UGT, com Gustavo Garcia assessor da Secretaria de Relações Internacionais da UGT Nacional (foto da esquerda).
Rogério Soares (Sinttel-SC) e Secretário Adjunto da Juventude (UGT-SC), com Alex Bonfim Assessor do Sintramoc, filiado a UGT-PR e Rosemary Selzer, Secretária da Juventude da UGT-PR (foto da direita).

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