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Mesmo com altos lucros Claro continua resistente com os trabalhadores

Nesta terça-feira dirigentes sindicais e representantes da Claro reuniram-se  para tratar das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2107/2019.

A empresa apresentou a seguinte proposta para a celebração do ACT:

  • Manter a proposta de PPR/2017, já apresentada, reduzindo a elegibilidade dos 100 dias;
  • Reajustar salários em 0,5%, na data-base, excluindo gerentes e demais cargos acima;
  • Manter inalterados os valores de pisos e benefícios;
  • Alterar o banco de horas para excluir todas as horas extras realizadas, inclusive domingos e feriados, mantendo todas as demais condições;
  • Alterar a antecipação do 13º salário para ocorrer nas férias, conforme legislação;
  • Alterar a complementação do auxílio doença para reduzir o período para 60 dias, em 100%;
  • Extinguir a cláusula de garantia de emprego após 30 dias do retorno das férias;
  • Manter todas as demais condições já pactuadas.

A bancada sindical ponderou ser, absolutamente, necessário concluir o processo negocial do PPR e reiterou as seguintes reivindicações:

  • Legibilidade de 30 dias;
  • Retirada do gatilho.

Ainda foi reivindicado que sejam apresentados os resultados do programa atualizados para o terceiro trimestre. Quanto à proposta para o acordo coletivo, a bancada rejeitou os termos apresentados, que não guardam simetria com o realizado para parte do quadro de trabalhadores da empresa, bem como precarizam, efetivamente, as condições de trabalho e remuneração. Os dirigentes sindicais reafirmaram solicitações anteriores, quanto à apresentação do quadro de trabalhadores, por estado, e da relação de empresas que prestam serviço terceirizado à Claro, em todo o País.

A Claro avaliou estas questões e reapresentou a proposta com apenas uma alteração: elevar o índice do reajuste salarial para 0,7%, destacando que as demais proposições no texto do instrumento são necessárias para harmonizar as práticas e políticas internas da companhia e, inclusive, para dar encaminhamento às questões de representação.

A bancada sindical recusou, novamente, a proposta da empresa e reiterou a pauta de reivindicações e as questões já apresentadas quanto ao PPR.

Então, a Claro reapresentou a proposta, fixando o percentual em 1%.

A bancada sindical apresentou uma contraproposta:

  • Reajustar salários, pisos e benefícios no valor equivalente ao INPC do período, acrescido de 2% do aumento real;
  • Manter o texto do instrumento coletivo anterior;
  • Discutir a inclusão de cláusulas da Pauta de Reivindicações, entre elas a cláusula 88;
  • Reduzir a elegibilidade para o PPR para 30 dias;
  • Retirar a meta gatilho, condicionante para o pagamento do PPR.

Nenhuma decisão foi tomada nesta reunião. O próximo encontro está pré-agendado para 22 de novembro, em São Paulo, na Fenattel.

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