ARQUIVO DE EDITORIAIS



LEIA NR-17 AQUI

É SÓCIO, ENTÃO PEGUE SUA CARTILHA DA NR17 E CONHEÇA SEUS DIREITOS!

 

EDIÇÃO Nº 648 - 02 DE JULHO DE 2007



NOVO SISTEMA DE CONTROLE DE FREQUÊNCIA
Sindicato está de olho!

No último dia 19 de junho diversas entidades sindicais estiveram reunidas com os representantes da Embratel para discutir a implantação do novo sistema de controle de freqüência.

Este tema já vem sendo tratado desde o ano passado, a partir de uma convocação do Ministério Público do Trabalho, num processo Preparatório de Inquérito aberto a partir de denúncias sobre o não pagamento de horas extras pela Empresa.

Depois de muitas discussões, as Entidades Sindicais e a empresa convergiram para uma série de pontos para servir de base para um novo sistema de controle de freqüência a ser implantado em caráter experimental nos seis primeiros meses. Ao final deste período, a Empresa e as Entidades Sindicais deveriam retornar ao MP, para uma avaliação.

O que estranhou a todos é que no último dia 18 de junho, a Empresa divulgou na Internet a sistemática de um novo regime de horário e controle de freqüência.

Sem discussão com as entidades sindicais sobre a forma final da proposta, a Empresa manteve parte dos pontos discutidos no processo acompanhado no pelo Ministério Público, mas introduziu pontos diferentes dos que haviam sido discutidos, além de não ter se pronunciado sobre outros itens acordados.

HORÁRIO FIXO OU FLEXÍVEL?
A Empresa está estabelecendo um horário fixo. A exigência prevê que os empregados tenham autorização prévia dos gerentes para fazer qualquer débito ou crédito de horas, contrariando a concepção de horário flexível.

Os sindicatos propõem que haja uma banda de uma hora, em torno do horário padrão de 8:30 e 17:30, para que os empregados possam, eventualmente, registrar débitos ou créditos de horas, sem a exigência de autorização prévia. Estes débitos seriam negociados com os gerentes quando do registro no controle de freqüência.

CATRACA E PASSIVOS
As entidades sindicais levantam, também, outros pontos importantes já discutidos e não citados pela Empresa na Internet.

No início do funcionamento do novo sistema deveria ser feito um levantamento do passivo de horas extras realizadas anteriormente. Este saldo deveria ser lançado no balanço de horas. O que excedesse o limite de 44 horas mensais deveria ser pago aos empregados, caso não fosse compensado no primeiro mês.

Outro ponto a ser observado é que para permitir o acompanhamento do sistema, o registro da catraca com o horário de entrada e saída dos empregados deveria ser disponibilizado tanto para o empregado como para o gerente. Os representantes da Empresa afirmaram que isto seria implementado numa segunda fase do processo, em dezembro de 2007. O Sindicato entende que este ponto era parte do conjunto da proposta discutida no processo do MP e, portanto, deveria ser implantado desde o início.

COAÇÃO
As entidades sindicais também questionaram a Embratel sobre o Termo de Fixação de Horário para o qual está sendo exigida a assinatura dos empregados, por entender que ele contraria o regime de horário flexível previsto no Acordo Coletivo.

Apesar da posição do Sindicato de suspender a assinatura do Termo, pelo menos até que fosse feita a reunião com as entidades sindicais, a Empresa manteve a exigência, o que para nós caracteriza coação sobre os empregados. As entidades sindicais estão estudando medidas jurídicas sobre este tema.

É importante que todos os empregados acompanhem estas discussões e se mobilizem para que o desfecho do processo seja favorável dos trabalhadores. O horário e regime de controle de freqüência são partes importantes das condições de trabalho adequadas que o conjunto dos trabalhadores da Embratel deseja ter.
Caso as negociações com a Empresa não cheguem a bom termo, será preciso utilizar a nossa mobilização e os demais recursos disponíveis para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.

NOVA REUNIÃO NO MP
Dando seguimento à discussão deste tema e buscando uma solução justa, o Ministério Público está convocando dirigentes sindicais e representantes da Empresa para mais uma audiência, no próximo dia 4 de julho, no Rio de Janeiro.

Os dirigentes do Sinttel-SC estão atentos a este debate e qualquer dúvida dos trabalhadores devem ser encaminhada junto ao companheiro Aldomiro, no Sindicato.

O Sinttel-SC ainda alerta que manterá os trabalhadores da Embratel informados sobre todos os acontecimentos, na certeza de que a Categoria permanecerá unida, mobilizada e atenta.