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O ano de 2007 se encerra como o fim de uma
grande batalha, na qual - certamente - ganhamos mais do que
perdemos, em que pese o sofrimento profundo que tivemos que superar
com garra e trabalho, advindo dos abalos e dispendiosos desafios
que, muitas vezes, levaram nossas energias à exaustão, física e
mental.
Mas, como diria o caboclo mais destemido, "não
nascemos em noite de trovoada e por isso não temos medo de
barulho...". Assim, com a confiança de uma diretoria eficiente e
trabalhadora e uma Categoria determinada e corajosa, seguimos em
frente, sem temores e sem dúvidas em lutar a boa luta, na mesa de
negociação sempre que foi possível; na calçada em frente das
empresas, mobilizando os trabalhadores, nas vezes em que isso nos
foi exigido; e nos tribunais da Justiça, quando todos os recursos já
haviam se esgotado.
Aprendemos, desde os primeiros anos do processo
de privatização das telecomunicações - e lá se vão mais de 10 anos -
que nosso dia-a-dia é uma eterna dinâmica, onde as peças vão se
movimentando de forma permanente e sorrateira, cobrando dos
dirigentes sindicais e da Categoria uma constante concentração de
esforços e precisas avaliações, tão certeiras e firmes, de forma a
não permitir que as gestões de RH das empresas agridam e explorem
seus trabalhadores - como pretendem - com o intuito permanente de
tirar cada vez mais produtividade, sem a correspondente remuneração
pelos espetaculares resultados obtidos.
Nossa conjuntura sindical nos exige não só a
qualidade no tratamento das negociações, nas análises técnicas e
jurídicas. Mas, cada vez mais, quantidade de ações e tomada de
decisões, na medida em que o modelo implantado cresce e se redesenha
de uma forma descontrolada e, muitas vezes, inusitada.
A dinâmica da qual falamos nos coloca, num
piscar de olhos, um volume de 5 mil novos trabalhadores no setor,
com a chegada de apenas duas empresas de teleatendimento no Estado.
Em novo piscar de olhos, estamos diante de uma mega-reengenharia de
RH, com a extinção vertical de dois grandes contratos de prestação
de serviços terceirizados, envolvendo mais 3 mil trabalhadores que
passarão por um processo de migração complexo, repleto de armadilhas
e que, novamente, exige do nosso Sindicato um enorme esforço e rigor
no acompanhamento destas transições, no sentido de preservar os
direitos e benefícios dos trabalhadores e a manutenção dos acordos
coletivos vigentes, conquistados a custo de uma grande mobilização
do Sindicato e da Categoria.
É uma realidade de desafios e sem espaços para
erro. Felizmente, salvos os mínimos dissabores, provenientes de
incompreensões e imaturidades, que desafinam por vezes o som
uníssono da orquestra, temos colecionado inúmeras vitórias e êxitos,
resultado que nos dá grande vantagem neste complicado e diverso jogo
de negociações do mundo sindical.
Junto com 2007, o mandato desta gestão está se
encerrando com um saldo que poucas entidades sindicais podem
registrar. As centenas de assembléias que realizamos com a Categoria
em todos os recantos do Estado e as inúmeras negociações feitas com
as dezenas de empresas do setor, nos dão a bagagem e a experiência
para acreditar numa nova jornada de batalhas e vitórias.
Se as dificuldades são muitas e até
surpreendentes, se a luta nos exige permanente atenção e
capacitação, se os embates são cada vez mais ardilosos, tudo isso só
nos dá mais ânimo, mais determinação e mais vontade de seguir na
trincheira.
Nada disso seria possível e gratificante se não
tivéssemos o combustível da nossa esperança e da nossa força: a
Categoria. Unida, confiante, consciente, mobilizada e sempre alerta
à participação e aos nossos chamados. Com ela tudo é viável e
merecedor do nosso melhor empenho.
Um feliz e fraterno Natal a todos, comemorado
em família e com amigos. Um ótimo 2008, cheio de novos desafios.
Já estamos prontos para as novas batalhas!
Sergio Domingues
da Silva
Presidente do Sinttel-SC |