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Agosto 2008

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Sindicalizado e forte contra as precarizações!

"A precarização é epidêmica pelo mundo. A própria OIT, hoje, desenvolve uma campanha internacional pelo "Trabalho Decente", procurando restabelecer patamares mais civilizados nas relações entre Capital e Trabalho."

Ao longo das permanentes jornadas de negociação que enfrentamos diariamente, estabelecendo diálogo, firmando acordos coletivos e cobrando direitos e benefícios dos trabalhadores, vemos com grande clareza e indignação o direcionamento estratégico da grande maioria dos gestores no Setor de Telecomunicações no Estado e no País. O foco parece ser um só: o de aumentar a lucratividade, atingir metas financeiras estratosféricas, usando como ferramenta principal o método cruel de pressionar o trabalhador a render mais, oferecendo em troca salários cada vez mais baixos, alta rotatividade do emprego e uma precarização progressiva das condições de trabalho.

No terreno das maldades e do desrespeito desmesurado com o trabalhador, já vimos quase tudo. Basta dizer que nos últimos anos chegamos a denunciar ao Ministério do Trabalho uma epidemia de sarna no ambiente de trabalho em um dos "call center's" de nossa base. São, infelizmente, corriqueiras as reclamações de companheiros e companheiras submetidas aos mais incríveis assédios morais, como é o caso e alguns gestores que se prestam ao papel de perseguir um trabalhador até o banheiro como um cão de guarda, pressionando-o a ser rápido e econômico.

Hoje, sabemos que não basta negociar um acordo coletivo de trabalho - que tem a força de Lei. Não é incomum termos que buscar na via judicial ações para cumprimento de acordos em vigência e ficar de olho bem aberto para não deixar o trabalhador fragilizado diante da contínua dança de empresas terceirizadas que abrem e fecham, que fazem e refazem contratos, com o único intuito de pressionar salários e reduzir direitos conquistados pelo Sindicato e a Categoria.

Não foi uma coincidência a rejeição a rejeição da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal, em Brasília, no último dia 2, da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho que proíbe a demissão imotivada do empregado. No mundo, hoje, são 34 países a respeitar esta Convenção, dentre os 181 que compõem a OIT. A votação de 20 a 1, pela rejeição mostra bem a força empresarial e o quanto os trabalhadores precisam se organizar em suas entidades sindicais para obter vitórias.

A precarização é epidêmica pelo mundo. A própria OIT, hoje, desenvolve uma campanha internacional pelo "Trabalho Decente", procurando restabelecer patamares mais civilizados nas relações entre Capital e Trabalho.

Por tudo isso, vale repetir o chamamento, sempre necessário, para que cada trabalhador esteja sindicalizado e unido com o Sindicato nas suas lutas. Cada um que se associar e trouxer mais um para esta trincheira, mais fortes seremos nas mesas de negociação e nas batalhas contra a precarização no trabalho.

Este é o único caminho para as conquistas da Classe Trabalhadora.

Sergio Domingues da Silva
Presidente do Sinttel-SC