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Um grave alerta, novamente, vem sendo
feito pelos Sindicatos dos trabalhadores em telecomunicações,
precisamente nos Estados onde atua a Brasil Telecom.
Caso se confirmem as pretensões
defendidas por alguns "iluminados" gestores da Empresa, de promover
uma "big reestruturação" na Empresa, com repercussões severas nos
contratos das empresas terceirizadas e uma nova onda de demissão em
massa em seus próprios quadros que, infelizmente, já está em
andamento, denunciamos à sociedade e às autoridades do País, em
virtude disso, o risco objetivo de uma queda substancial da
qualidade dos serviços prestados pela Brasil Telecom aos usuários de
Brasília, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia, Acre e Santa Catarina.
Os Sindicatos e os trabalhadores,
técnicos e especialistas do ramo, temem sérios prejuízos ao sistema
de telefonia nestes estados, caso a Brasil Telecom prossiga com a
sua política de cortes lineares de custos através de demissões e
reduções de valores nos contratos de prestadoras de serviços.
Faz tempo que os serviços de
manutenção, instalação e reparos da rede telefônica, assim como os
serviços de atendimento e suporte ao consumidor estão no seu limite
operacional. Nos últimos anos
os trabalhadores desses setores vêm sofrendo com uma cruel política
desenvolvida pela Empresa de permanente arrocho salarial e de
péssimas condições de trabalho e segurança. Prova disto é que, desde
1998, houve 27 mortes de trabalhadores à serviço da Empresa, um
número dramático somado às milhares de demissões de trabalhadores
telefônicos e precarização desenfreada para os que compõem o seu
quadro de empregados. Apesar
de toda a situação já nos limites humanos do bom senso e da
normalidade, a Brasil Telecom, parece ainda não estar satisfeita com
o sofrimento imposto aos seus trabalhadores, ao propor um
aprofundamento ainda mais penoso.
É bom que se chame a atenção para o
fato de que tal sanha da Empresa, em aumentar lucros a qualquer
custo, resultará, na verdade, em aumento de custos, devido aos
enormes passivos trabalhistas que se contabilizarão nas empresas à
serviço da Brasil Telecom, a qual tem responsabilidade solidária nos
passivos trabalhistas que serão gerados.
Os Sindicatos não aceitarão a
diminuição de direitos e benefícios dos trabalhadores e, muito
menos, a contratação de falsos consórcios que visem burlar a
legislação trabalhista, tributária e previdenciária, através da
sublocação do contrato ou a "quarteirização" de serviços.
Estamos em permanente alerta, a fim de
que os direitos dos trabalhadores em telecomunicações, dos clientes
e consumidores da Brasil Telecom não sejam, novamente, atropelados.
Espera-se que a sociedade e,
principalmente, seus representantes políticos saibam dar a
importância devida ao que está se processando, posicionando-se com a
urgência adequada, evitando um colapso do sistema e um enfrentamento
de posições de proporções sem precedentes.
Sergio Domingues
da Silva
Presidente do Sinttel-SC |