
CAMPANHA
UNIFICADA
Depois de uma
verdadeira novela de negociações houve avanço,
mas reajuste inferior ao INPC, por exemplo, é
inaceitável!
A Comissão Nacional
de Negociação, integrada pelos Sindicatos
Telefônicos e a Fenattel, depois de todas as
rodadas de negociação encerradas, valia que
houve avanço com a conquista dos Tíquetes nas
Férias. No entanto, entende também que não é
possível aceitar, em hipótese alguma, reajustes
de salários inferior ao INPC do período.
A empresa insiste em
fazer o reajuste com o INPC acumulado para 1º de
novembro (3,78%) arredondando para 3,8% para
salários até R$ 5.000,00, o que é outro grande
problema. Já nos livramos de aumento escalonado
e não queremos voltar a ter esta discriminação.
O valor do Tíquete
também está muito longe do almejado. A Embratel
utiliza o argumento de que a nossa cesta básica
é a maior entre as demais empresas do Setor e
que o valor dos Tíquetes das demais empresas tem
participação dos empregados.
A verdade é que
passamos muito tempo sem reajustar o valor dos
tíquetes e hoje muitos empregados transformam o
Tíquete Refeição em Tíquete Alimentação para
fazer compras no supermercado, transformando o
valor deste benefício em salário. O Tíquete
precisa ser reajustado com valor diferenciado,
acima do INPC. O Tíquete Refeição e a Cesta
Alimentação da EBT foram, historicamente,
maiores que os das demais empresas, inclusive
sem participação dos empregados, como é
atualmente.
Muitos empregados
ficam hoje de sobreaviso sem receber nenhum
adicional. Muitos, inclusive, quando terminam os
créditos do celular concedidos pela Empresa, têm
que fazer a recarga sem reembolso. Precisamos de
uma proposta da Embatel que garanta a solução
deste problema.
Outro problema é a
questão do controle de freqüência. Vários itens
precisam ser revistos como tolerância para
entrada e saída, controle automatizado sem a
necessidade de digitação, prazo para receber as
horas extras acumuladas, só para citar alguns.
Precisamos também da resposta da Empresa para
este assunto.
A Comissão entregou
as reivindicações à Embratel sobre estes pontos,
mas a sua proposta é de só negociar em 90 dias.
Os dirigentes
sindicais ainda entendem que a PPR já é dos
empregados e que a Empresa está utilizando
indevidamente este recurso para que os
empregados aceitem a sua proposta, a qual
precisa ainda ter avanço nas questões
mencionadas acima.
A Comissão entende
que não se pode aceitar pontos na proposta que
beiram à provocação e ao desrespeito com os
trabalhadores, como é o caso do reajuste de
salário inferior ao INPC e a indefinição para as
demais questões levantadas pelos sindicalistas
nas últimas rodadas.
Agora, a decisão
está nas mãos da Categoria, que vão avaliar e
deliberar sobre os rumos desta proposta final e
do próprio Acordo.
A Comissão está
encaminhando uma contra-proposta para os colegas
estudarem nas assembléias que acontecem esta
semana:
1- Reajuste em
01.12.09 pelo INPC de 12 meses (4.17%) mais um
percentual de ganho real;
2-O reajuste deve
ser aplicável para todos os empregados, sem
distinção de valores de salários ou funções,
acabando com a proposta de limitação por faixas;
3-Ticket de R$ 17,50
e cesta básica de R$ 180,00;
4 – Em substituição
a uma carga extra no valor de um
tíquete-alimentação (cesta básica), conceder
também uma carga extra no tíquete refeição;
5- Manter a proposta
referente à antecipação de 13.o salário em
janeiro e a proposta de data-base em novembro a
partir de 2010;
6- Pagamento de
sobreaviso a partir de 01.01.2010, nos termos a
serem discutidos entre a Comissão e a empresa;
7 - Manter o
benefício de auxílio-creche sem redução ao que
está formalmente no acordo atual, manter os
percentuais de pagamento de horas extras
praticados pela empresa, sem redução de nenhum
benefício ou vantagem;
8 - Quanto à jornada
de trabalho/controle de frequencia, garantir
pagamento de hora extra após 8 horas + 1 hora de
compensação e garantir que nenhum pagamento de
hora extra compensada será feito sem adicional;
os demais pontos seriam discutidos num prazo de
60 dias.
Quanto ao
adiantamento de PPR, a Comissão não considera
que ele faça parte do Acordo Coletivo e que a
Comissão entende que a empresa pode e deve fazer
o pagamento da antecipação de PPR em 2009 sem
condicioná-lo à assinatura do Acordo.
O resultado das
assembléias, conforme discutido no Congresso da
Fenattel, no Grupo de Plano de Lutas, quando da
apresentação das Comissões, será a soma dos
votos das assembléias e a soma dos sindicatos,
tanto para aprovação como para rejeição. |