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Tenossinovite dos Extensores dos Dedos: é a inflamação aguda
ou crônica dos tendões extensores (que esticam) dos dedos (fig. 2) e das bainhas que os
recobrem, ocasionando dor no local.
Tendinite do Supra Espinhoso: é a inflamação do tendão do
músculo em torno da articulação do ombro fig. 2);decorre principalmente de atividades
repetitivas do braço e de exercício muscular excessivo, sintomas de sensação de peso
até dor violenta no local.
Epicondilite:
caracterizada por ruptura ou estiramento nos
pontos de inserção (membranas interósseas) do cotovelo (fig.2) ocasionando processo
inflamatório que atinge tendões, músculos e respectivos tecidos que o recobrem (fig.
2). AS
CLASSIFICAÇÕES DE LER E DORT
Ainda existem outros tipos de
classificação de L.E.R. - D.0.R.T. Sao eles: Tendinite Bicipal, Síndrome do Túnel do
Carpo, Cistos Sinoviais, Bursites, Dedo em Gatilho, Síndrome do Desfiladeiro Torácico,
Síndrome do Pronador Redondo, além de outras lesões como a Síndrome Álgica Miofacial
e Distrofias Simpático-Reflexas.
Os sintomas que evidenciam as afecções delineiam os níveis de
estágio da L.E.R.-D.O.R.T.
A displicência nas medidas de prevenção e segurança pode
levar a seguinte evolução:
GRAU I : sensação de peso e desconforto com pontadas
ocasionais, havendo melhora com repouso; embora a dor seja leve e fugaz, toda
mobilização deve ocorrer para uma boa expectativa de recuperação.
GRAU II:
A dor
mais intensa com sensação de formigamento e calor, manifestação de dor inclusive nas
tarefas domésticas com leve atenuação no repouso; sente-se nesta fase um decréscimo
produtivo com riscos de permanência no emprego; visto que a produtividade é um dos
fatores preponderantes na avaliação do desempenho dos trabalhadores. A expectativa de
recuperação ainda razoável.
GRAU III: Dor forte
persistindo ainda com repouso; perda da força muscular, com tarefas domésticas
executadas ao mínimo. Neste estágio a eletromiografia pode estar alterada. Reservas
quanto à recuperação.
GRAU IV:
Dor às
vezes insuportável, perda da força e dos controles musculares; invalidez para qualquer
tarefa produtiva, depressão, angústia e perda de produtividade.Expectativa sombria
quando não for até negativa de recuperação.
COMO A L.E.R.- D.O.R.T
COSTUMAM EVOLUIR?
É comum os pacientes relatarem que no início começam a sentir
cansaço maior do que o costumeiro durante a jornada de trabalho e sensação de
desconforto, ou mesmo "pulso aberto". Essas sensações, no princípio, passam
após transcorrida a jornada de trabalho, e o repouso noturno é suficiente para que os
pacientes sintam-se restabelecidos. Depois de algum tempo, começam a perceber que já
acordam cansados e com sensação de dor indefinida e peso nos membros superiores e
pescoço. A dor vai acentuando-se e passa a persistir mesmo em casa, incomodando nos
momentos de repouso e até mesmo durante o sono. Muitas vezes acontece o inchaço ou
aumento do volume dos membros superiores, além do formigamento e sensação de choque. O
quadro vai piorando até que o trabalhador não consegue mais dar a produção exigida nem
manter as atividades do dia-a-dia em casa.
É extremamente importante identificar a doença quando ela ainda está
no início, para que a recuperação possa ser completa. Por isso, ao perceber os
primeiros sintomas, mesmo que ainda não haja impedimento de trabalhar, deve-se procurar a
orientação de um profissional de saúde.
QUAL É O VALOR
DOS EXAMES SUBSIDIÁRIOS
OU COMPLEMENTARES?
Radiografias, eletroneuromiografias, ultrassonografias, ressonâncias magnéticas,
exames de sangue, etc.
Não há exame que comprove a existência da L.E.R.-D.O.R.T. O diagnóstico
deve ser feito à luz da análise dos aspectos clínicos, de exame físico, das
condições de trabalho e de casos semelhantes na mesma empresa. Como em qualquer outro
caso, os exames subsidiários ou complementares devem ser indicados com critério e não
de forma indiscriminada, como tem acontecido. Assim, não é para qualquer paciente com
L.E.R.-D.O.R.T. que se pede eletroneuromiografia, por exemplo. O mesmo vale para outros
exames. Isto para não falarmos de exames extremamente sofisticados, como por exemplo,
ressonância magnética, que não deve ser realizado como rotina, pois na esmagadora
maioria dos casos de L.E.R.-D.O.R.T. não acrescenta nenhum dado novo que não pudesse ser
detectado anteriormente por outros métodos.
Infelizmente, há uma febre de exames complementares sem necessidade.
Médicos solicitam de maneira indiscriminada e sem necessidade vários exames
complementares, ocorrendo a mesma coisa com peritos judiciais. Via de regra, chega-se ao
cúmulo de negar-se o diagnóstico de L.E.R.-D.O.R.T quando os exames complementares
resultam negativos. Um exemplo é elucidativo: a síndrome do túnel do carpo (
compressão de nervo periférico) geralmente é evidenciada na
eletroneuromiografia. Ela
pode ser L.E.R.-D.O.R.T., mas não necessariamente.
Pessoas que nunca trabalharam podem ter síndrome do túnel do carpo
com eletroneuromiografia positiva, sem ter L.E.R.-D.O.R.T.. Portanto, exame positivo não
é sinônimo de L.E.R.-D.O.R.T e deve ser analisado em conjunto
com os outros fatores já citados. Por outro lado, para diagnosticar-se
a L.E.R.-D.O.R.T. não é necessário que os exames sejam positivos, ou seja, mesmo com
exames negativos ainda é possível estabelecer
o diagnóstico de L.E.R.-D.O.R.T.,já que o que se deve buscar é um diagnóstico
diferencial (afastar a hipótese de ser outra doença que não a L.E.R.-D.O.R.T.).
Além disso, nenhum diagnóstico é definitivo e o paciente tem o
direito de buscar a opinião de outros profissionais até obter um diagnóstico
esclarecedor.
Atenção
companheiros e companheiras!
Não deixe a L.E.R - D.O.R.T. dominar seu corpo e sua mente! Procure seu médico
de confiança, exponha claramente sua situação e siga suas orientações.
Se comprovada a doença, abra a CAT Comunicação de Acidente de
Trabalho e faça o tratamento recomendado.
Em caso de dificuldade ou dúvidas procure o Sindicato!
Lembre-se!
São os trabalhadores e trabalhadoras que devem ter a iniciativa da
prevenção e assim garantir sua saúde e segurança.
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