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Os dirigentes sindicais de Santa Catarina, Paraná, Mato
Grosso, São Paulo, Goiás, Brasília, Minas Gerais e Rondônia, estiveram
reunidos em Curitiba, nos últimos dias 28 e 29 de fevereiro, com
representantes da GVT a fim de negociarem o PAD 2008.
Já no início dos trabalhos os representantes da Empresa
propuseram uma discussão acerca da atual e futura conjuntura econômica e
suas possíveis repercussões nas atuais operadoras de telecomunicações em
nosso País.
Os negociadores da GVT mostraram apreensão quanto aos
possíveis reflexos no mercado e na própria Empresa caso se viabilize a
compra da BRT pela Oi. Segundo eles, ocorrendo a venda o fato poderá trazer
repercussões graves aos objetivos empresariais da GVT, frente a um mega
concorrente.
PROPOSTA PARA
O PAD DE 2008
Colocadas as avaliações conjunturais, os representantes da GVT
passaram a apresentar uma nova proposta de PAD, com alterações substanciais,
inclusive com a modalidade de avaliação individual, e eliminação da grande
maioria dos indicadores, até então utilizados.
A nova proposta, então, é de utilizar-se apenas a
receita com peso de 50% e o EBITDA com peso também de 50%, eliminado-se o
indicador de fluxo de caixa, que foi um problema no PAD de 2007.
Com a retirada da avaliação individual e do fluxo de
caixa, vimos atendidas as sugestões apresentadas ao longo dos últimos cinco
anos. Sempre entendemos que a avaliação individual deve servir para projetar
a carreira profissional e a ascensão dentro dos quadros da empresa e nunca
para pagamento pontual de premiação. Já o fluxo de caixa, acreditamos ser um
indicador, sobre o qual a grande parte dos trabalhadores das áreas
operacionais pouco ou quase nada influencia.
Este foi o ritmo da primeira etapa da reunião, no
primeiro dia, quando se fez uma avaliação sobre as involuções que o PAD
estava sofrendo e a eventuais vantagens do novo "velho" modelo.
OS REFLEXOS
DAS ALTERAÇÕES
No segundo dia de reunião a GVT apresentou, a pedido dos
sindicatos, simulações dos reflexos das alterações propostas em cima do
modelo de 2007, para que pudéssemos verificar se a nova proposta,
efetivamente, ira beneficiar os trabalhadores, conforme pode ser constatado
pelos presentes, levando-se em conta os mesmos targets praticados.
Após as simulações os dirigentes sindicais fizeram um
intervalo na reunião para que se avaliasse o quadro apresentado.
Foi, então, elaborada uma proposta de consenso entre
todos os sindicatos presentes, na qual foi dada como sugestão a redução do
número de sub-grupos de empregados, mantendo-se apenas três níveis quanto ao
target, que seriam 2,0%, 3,0% e 4,5%.
TRUCULÊNCIA INVADIU
E ACABOU COM A REUNIÃO!
Na exata altura da reunião, inesperadamente, um representante da
Empresa invadiu abruptamente a sala, interrompendo as conversações para
fazer um comunicado surpreendente e desprovido de qualquer bom senso: as
negociações sobre o PAD 2008 estavam suspensas! Tal decisão, informou o
porta-voz, se devia a um grave comunicado emitido em Brasília, através da
diretoria da GVT.
Segundo informou estava criado um clima de suspensão
das negociações e inviabilidade de se discutir qualquer alteração no PAD.
A destemperada interrupção, inoportuna, desrespeitosa e
grosseira foi, imediatamente, repudiada por todos os dirigentes sindicais
presentes, em que pese a avaliação dos méritos do conteúdo do tal comunicado
de Brasília. No entanto, a forma truculenta e descabida é inaceitável e
oportunista no bojo das negociações do PAD 2008.
A reunião e a negociação, por iniciativa dos
Sindicatos, foram suspensas de pronto, num veemente protesto contra aquela
falta de ética e respeito demonstrada na mesa pelos representantes da GVT.
URGE MAIOR SERIEDADE
E RESPEITO NAS NEGOIAÇÕES!
Indignados com o comportamento dos representantes da GVT, o
dirigentes sindicais aguardam que o bom senso e a boa educação sejam
retomadas e que as futuras reuniões de negociação sejam balizadas pela
seriedade, pela ética e o indispensável respeito entre as partes.
É fundamental que os representantes empresariais
cresçam e aperfeiçoem-se na arte de negociar, respeitando seus
interlocutores, assumindo posturas maduras no processo negocial.
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