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EDIÇÃO Nº 671 - 07 DE MARÇO DE 2008


NEGOCIAÇÃO DO PAD 2008
Truculência da GVT
interrompe reunião
com os Sindicatos!

Os dirigentes sindicais de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Brasília, Minas Gerais e Rondônia, estiveram reunidos em Curitiba, nos últimos dias 28 e 29 de fevereiro, com representantes da GVT a fim de negociarem o PAD 2008.

Já no início dos trabalhos os representantes da Empresa propuseram uma discussão acerca da atual e futura conjuntura econômica e suas possíveis repercussões nas atuais operadoras de telecomunicações em nosso País.

Os negociadores da GVT mostraram apreensão quanto aos possíveis reflexos no mercado e na própria Empresa caso se viabilize a compra da BRT pela Oi. Segundo eles, ocorrendo a venda o fato poderá trazer repercussões graves aos objetivos empresariais da GVT, frente a um mega concorrente.

PROPOSTA PARA
O PAD DE 2008
Colocadas as avaliações conjunturais, os representantes da GVT passaram a apresentar uma nova proposta de PAD, com alterações substanciais, inclusive com a modalidade de avaliação individual, e eliminação da grande maioria dos indicadores, até então utilizados.

 A nova proposta, então, é de utilizar-se apenas a receita com peso de 50% e o EBITDA com peso também de 50%, eliminado-se o indicador de fluxo de caixa, que foi um problema no PAD de 2007.

Com a retirada da avaliação individual e do fluxo de caixa, vimos atendidas as sugestões apresentadas ao longo dos últimos cinco anos. Sempre entendemos que a avaliação individual deve servir para projetar a carreira profissional e a ascensão dentro dos quadros da empresa e nunca para pagamento pontual de premiação. Já o fluxo de caixa, acreditamos ser um indicador, sobre o qual a grande parte dos trabalhadores das áreas operacionais pouco ou quase nada influencia.

Este foi o ritmo da primeira etapa da reunião, no primeiro dia, quando se fez uma avaliação sobre as involuções que o PAD estava sofrendo e a eventuais vantagens do novo "velho" modelo.

OS REFLEXOS
DAS ALTERAÇÕES
No segundo dia de reunião a GVT apresentou, a pedido dos sindicatos, simulações dos reflexos das alterações propostas em cima do modelo de 2007, para que pudéssemos verificar se a nova proposta, efetivamente, ira beneficiar os trabalhadores, conforme pode ser constatado pelos presentes, levando-se em conta os mesmos targets praticados.

Após as simulações os dirigentes sindicais fizeram um intervalo na reunião para que se avaliasse o quadro apresentado.

Foi, então, elaborada uma proposta de consenso entre todos os sindicatos presentes, na qual foi dada como sugestão a redução do número de sub-grupos de empregados, mantendo-se apenas três níveis quanto ao target, que seriam 2,0%, 3,0% e 4,5%.

TRUCULÊNCIA INVADIU
E ACABOU COM A REUNIÃO!
Na exata altura da reunião, inesperadamente, um representante da Empresa invadiu abruptamente a sala, interrompendo as conversações para fazer um comunicado surpreendente e desprovido de qualquer bom senso: as negociações sobre o PAD 2008 estavam suspensas! Tal decisão, informou o porta-voz, se devia a um grave comunicado emitido em Brasília, através da diretoria da GVT.

Segundo informou estava criado um clima de suspensão das negociações e inviabilidade de se discutir qualquer alteração no PAD.

A destemperada interrupção, inoportuna, desrespeitosa e grosseira foi, imediatamente, repudiada por todos os dirigentes sindicais presentes, em que pese a avaliação dos méritos do conteúdo do tal comunicado de Brasília. No entanto, a forma truculenta e descabida é inaceitável e oportunista no bojo das negociações do PAD 2008.

A reunião e a negociação, por iniciativa dos Sindicatos, foram suspensas de pronto, num veemente protesto contra aquela falta de ética e respeito demonstrada na mesa pelos representantes da GVT.

URGE MAIOR SERIEDADE
E RESPEITO NAS NEGOIAÇÕES!
Indignados com o comportamento dos representantes da GVT, o dirigentes sindicais aguardam que o bom senso e a boa educação sejam retomadas e que as futuras reuniões de negociação sejam balizadas pela seriedade, pela ética e o indispensável respeito entre as partes.

É fundamental que os representantes empresariais cresçam e aperfeiçoem-se na arte de negociar, respeitando seus interlocutores, assumindo posturas maduras no processo negocial.