Há uma forte lição a se tirar e uma
proveitosa leitura a se fazer sobre os últimos episódios desta
longa novela que começou no século passado que envolve a
privatização do Setor de Telecomunicações no País.
A mídia traz com tons de festejo a expansão das empresas do setor
telefônico, precisamente àquelas que conseguiram cumprir com as
metas de universalização, antecipando números e ganhando sinal
verde da Anatel para crescer. É o caso da Brasil Telecom que,
recentemente, já vem operando o 14 nas ligações á distância,
nacional e internacional, e operando, também, com serviço de
telefonia celular.
Nós, do Sindicato e da Categoria dos Trabalhadores em
Telecomunicações de Santa Catarina só temos o que comemorar com
esta notícia, porque ela quer dizer que já temos mais vagas e mais
postos de trabalho no setor.
No entanto, há um fato ainda mais relevante que, francamente, nos
alegra, mas, não nos surpreende. Estamos falando da retomada da
valorização da mão-de-obra no setor e o retorno de um diálogo
que há muito não fazíamos e que pouca gente estava preparada para
retoma-lo.
Já faz tempo que no Sinttel-SC falamos da necessidade de uma real
motivação dos quadros de empregados para o atingimento de metas e
produtividade. Não aquela motivação relâmpago, de resultados
efêmeros e que deixam na estrada um rastro quase irrecuperável de
estresse coletivo, doenças do trabalho e seqüelas que vão custar
muito caro, a médio e longo prazo, para a empresa e o trabalhador.
Motivar com inteligência, com longevitude é o grande desafio.
Motivar com pressão permanente, a ferro , fogo e chicote, são
métodos medievais, dos que não são do ramo, dos que ficarão por
pouco tempo, dos que serão patrolados pela inteligência e pelos
resultados positivos da concorrência.
O mercado anuncia muitas movimentações. Quem quiser crescer de
fato terá que voltar a investir nos recursos humanos e na sua
inabalável qualidade. Este fenômeno já está em curso. Os
sensíveis a ele serão os top's na próxima esquina. Quem viver,
verá...! |
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"O
mercado anuncia muitas movimentações. Quem quiser crescer
de fato terá que voltar a investir nos recursos humanos e
na sua inabalável qualidade. Este fenômeno já está em
curso."
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