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É um roteiro cinematográfico já
rodado, já visto por todos nós que militamos no sindicalismo e
cidadãos comuns.
No Movimento Sindical, por exemplo,
são cenas, teses, argumentos e debates que, invariavelmente, já
defendemos e enfrentamos e que estão registrados na nossa história
de luta.
Basicamente, são as mesmas palavras
de ordem que tanto repetimos durante as duas décadas de ditadura
militar, passando pelo malfadado governo de Fernando Collor, pelos
oito anos de sofrimento e desmonte de Fernando Henrique e, agora,
com as propostas de reforma apresentadas pelo governo de Partido dos
Trabalhadores. Nossas teses, nossas preocupações, as ameaças que
nos cercam, os perigos que nos perseguem são, rigorosamente, os
mesmos.
Estão brincando com o fogo!
Massacram o povo e o trabalhador, sem piedade, com a certeza da
impunidade e que nada vai lhes acontecer.
Estão brincando com o fogo! Nas
cidades mais calmas do país, como Florianópolis, já sabemos que
há uma juventude indignada e combativa, com uma população
reprimida que também já ensaia seus gritos de revolta, respondendo
ao seu sofrimento latente.
Não sabem, subestimam, mas estão
brincando com o fogo! É estranho, apenas, que homens públicos como
Lula - de origens até heróicas - não perceba isso. Se distanciou
e hoje é só uma imagem embaçada do que foi.
A plástica dos discursos, a
metodologia de debates, a maquiagem dos argumentos podem parecer
modernos, tecnológicos, cibernéticos, aeroespaciais e até
bonitos, elegantes, simpáticos. Mas são apenas estéticos, ocos,
desprovidos de verdade.
Tanto no Congresso Nacional, como no
Planalto, os nomes mudaram, os mecanismos desta alternância de
poder evoluíram, mas, infelizmente, as teses e objetivos
apresentados por quem está lá no poder continuam intactos. São
teses e objetivos que não interessam aos trabalhadores, que nos
oprimem, que nos desrespeitam, que ameaçam nossa dignidade, que
trocam nossos salários e nossa qualidade de vida por lucros, lucros
e mais lucros.
Como podem ver, estamos diante do
mesmo desafio. Depois de tanta luta nestes últimos 50 anos, estamos
bem preparados e com o discurso decorado para enfrentar mais este
debate. A receita é a mesma e simples: mobilizar os trabalhadores e
nossos companheiros de base, afinar o discurso, arregaçar as mangas
e acreditar mais uma vez na boa briga.
Mais do que nunca, depois de tudo que
passamos e já vimos, sabemos e temos a certeza de que ninguém irá
fazer pela Classe Trabalhadora, senão a própria Classe
Trabalhadora.
Cabe registrar, como documento
editorial de nosso Sindicato, uma menção honrosa a quem sempre
esteve no campo de batalha pela Classe Trabalhadora e pelas causas
nacionais.
Podíamos discordar das táticas, da
antítese obrigatória, mas nunca abandonou os princípios de defesa
e valorização do trabalho e do trabalhador.
Lembrar e reverenciar a trajetória
de Leonel de Moura Brizola sempre será uma boa razão e um
referencial de coragem para combater o bom combate.
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"Estão
brincando com o fogo! Nas cidades mais calmas do país, como
Florianópolis, já sabemos que há uma juventude indignada
e combativa, com uma população reprimida que também já
ensaia seus gritos de revolta, respondendo ao seu sofrimento
latente."
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