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Junho de 2005

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Interesses pessoais
versus o de todos
Estamos acompanhando muito atentamente o desenrolar das articulações e manobras do grande capital em relação à criação da Fundação 14, herdeira "manca" da TCS Prev, o fundo de aposentadoria complementar dos trabalhadores da Brasil Telecom.

Há cinco anos sabemos todos que o Fundo vem sendo administrado de forma ineficiente, sem o controle e sem a fiscalização dos maiores interessados - os trabalhadores -, rendendo, infelizmente, freqüentes prejuízos, fruto de uma gestão duvidosa e que começa a deixar clara a razão de tanto desleixo com o Fundo, a ponto de transformá-lo num "fundo-do-poço".

Lamentavelmente, a criação da tal Fundação foi armada de forma que os membros mais significativos do seu Conselho fossem desprezados e desrespeitados olimpicamente. A manobra foi tão maquiavélica que ao fecharmos e abrirmos os olhos, a Fundação estava criada, como num passe de mágica, sem a participação e a opinião de ninguém, além dos grandes interessados em atender seus anseios pessoais, numa disputa entre poderosos que estão acostumados a não medir esforços, nem conseqüências, sejam elas quais forem nos campos moral e ético, para alcançarem seus objetivos.

Preocupa-nos muito o futuro disto tudo e, principalmente, as conseqüências que vamos enfrentar em relação ao patrimônio dos trabalhadores nesta "brincadeira" toda.

Causa espécie a omissão ou a cumplicidade dos organismos governamentais e reguladores do setor. Parecem, claramente, estarem ratificando a senda de absurdos cometidos na criação desta nova "entidade", fazendo o papel de homologadores e defensores, em última instância de interesses pessoais e inconfessáveis.

De nossa parte, do movimento sindical telefônico, estamos tomando todas as medidas e posições cabíveis para evitar que se avance para uma situação ainda pior.

Nossa posição, desde o início, marcada pelo manifesto conjunto dos Sindicatos Telefônicos, intitulado "Travessura Obscena", é de permanecer ao lado dos trabalhadores e defender seus direitos, seja em que fórum for necessário. Esta é a nossa obrigação, esperada, com certeza, por nossos representados. Vamos cumpri-la, sem dúvida, até onde for possível!

Sergio Domingues da Silva
Presidente do Sinttel-SC

Há cinco anos sabemos todos que o Fundo vem sendo administrado de forma ineficiente, sem o controle e sem a fiscalização dos maiores interessados - os trabalhadores -, rendendo, infelizmente, freqüentes prejuízos, fruto de uma gestão duvidosa e que começa a deixar clara a razão de tanto desleixo com o Fundo, a ponto de transformá-lo num "fundo-do-poço".