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últimos meses de trabalho do Sinttel-SC foram de extrema
importância na organização e unidade de nossa Categoria em Santa
Catarina.
No processo de negociação
do Acordo Coletivo de Trabalho com a Teleperformance, tivemos uma
idéia concreta do que os trabalhadores são capazes, em termos de
mobilização, quando o Sindicato e Categoria estão sintonizados e
determinados a lutar pelos direitos mais justos da Classe
Trabalhadora. A demonstração dada, durante as negociações com a
Empresa, a decisão unânime dos companheiros de realizar uma
paralisação e, depois, a retomada das negociações com nova e
melhor proposta apresentada, são exemplos de como devemos conduzir
nossa luta sindical com o conjunto da Categoria.
Com toda a certeza foram as
mais longas e difíceis negociações que já mantivemos com a
Teleperformance.
As rodadas se prolongaram
desde o mês de agosto até o final de outubro, tendo - como todos
sabem - mobilizado os trabalhadores de diversos estados, que em
ação conjunta buscaram na mesa de negociação e num movimento
unificado um encaminhamento positivo para o Acordo.
Com as negociações
emperradas pela insensibilidade da Empresa o Sinttel-SC, através de
seus dirigentes mobilizou a Categoria e partiu para o recurso
extremo da paralisação, obrigando a Empresa a recobrar o bom senso
e oferecer uma proposta mais atraente.
Numa movimentação
conjunta com outros estados, conseguimos sensibilizar os dirigentes
da Teleperformance e da Brasil Telecom , possibilitando a imediata
reabertura de negociações, quando obtivemos uma proposta que -
mesmo não sendo a ideal - nos possibilitou fazermos uma
reavaliação sobre sua aceitação junto a Categoria.
Num procedimento exemplar,
a Categoria se fez presente e debateu democraticamente as propostas,
respeitando-se sempre o direito de manifestação de cada uma dos
companheiros.
Após uma avaliação
madura e precisa em assembléia, os trabalhadores decidiram aceitar
a proposta apresentada e autorizar o Sinttel-SC a assinar o Acordo
do próximo período.
Resta-nos ressaltar com
satisfação a firmeza dos diretores do Sindicato e a Categoria em
geral, em destaque os dirigentes ligados diretamente a
Teleperformance, ainda no primeiro ano de mandato sindical, que
tiveram um verdadeiro batismo de fogo. Além de terem participado
das negociações, se defrontaram com a necessidade de mobilização
e paralisação da Categoria.
Mostramos, sem dúvida
alguma, que o Sinttel-SC, em qualquer que seja o foro, está na
vanguarda do processo e, mesmo respeitando as opiniões contrárias,
não permitiu que outros interesses alienígenas à Categoria se
sobrepusessem durante o movimento.
Ficou explícito que nosso
Sindicato sempre fez, faz e fará movimentos pelos resultados, e
não pela estética, pelo marketing político ou por ideologias
partidárias que buscam apenas visibilidade na mídia.
Nossa conduta, tanto na hora de paralisar, quanto no momento de
voltar ao trabalho, guiou-se unicamente pelos objetivos
reivindicatórios e sindicais.
Causou-nos estranheza a
contrariedade de alguns companheiros que participaram da
paralisação, desconhecendo a hora certa de interrompe-la. Tal
posição equivocada mostrou desconhecimento preocupante da
legislação sindical em um movimento grevista. Uma incompreensão
deste nível, com negociações inviabilizadas, levaria o processo a
um dissídio coletivo, tendo como conseqüência uma passagem de
paralisação para greve por tempo indeterminado.
Graças ao empenho e punho
forte daqueles que conduziram este processo, e ao bom senso da
esmagadora maioria da categoria, podemos nos considerar vitoriosos.
Finalmente, é fundamental
agradecer aos companheiros dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Brasília e Goiás que levantaram a bandeira desta luta e -
junto conosco - conquistaram uma expressiva melhoria da última
proposta colocada na mesa de negociação pela Empresa.
Estamos todos de parabéns.
Mais uma vez ficou provado que a união faz a força!
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| "Resta-nos
ressaltar com satisfação a firmeza dos diretores do
Sindicato e a Categoria em geral, em destaque os dirigentes
ligados diretamente a Teleperformance, ainda no primeiro ano
de mandato sindical, que tiveram um verdadeiro batismo de
fogo. Além de terem participado das negociações, se
defrontaram com a necessidade de mobilização e
paralisação da Categoria".
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