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Dezembro de 2001

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Ainda há tempo...
Quanto mais o tempo passa, quanto mais observamos o comportamento dos novos gestores do setor de telecomunicações no País, infelizmente, mais confirmamos nossas espectativas e previsões sobre o presente e o futuro de todo o sistema.
Não é de hoje que o Sinttel-SC vem chamando a atenção da sociedade, das autoridades e , principalmente, dos investidores privados no setor, sobre o tortuoso caminho que vêm trilhando os executivos contratados a peso de ouro, colocando em risco o capital investido e o negócio como um todo.
A política imposta por estes "bem dotados" executivos, de salários espetaculares e poderes incalculáveis, tem provocado o desmonte estrutural nas empresas onde atuam, desmantelando os quadros funcionais e, assim, deteriorando cada vez mais a qualidade dos serviços prestados, o que no passado significava a principal marca no nosso setor de telecomunicações.
Estes gestores, remanescentes de mercados e setores alienígenas ao das telecomunicações, conseguem inverter prioridades e provocar irritações em toda extensão da sociedade, a começar pelos seus empregados, mal pagos e mal tratados.
Entendem os executivos "iluminados" que reduzir custo é simplesmente reduzir folha de pagamento. No entanto, para equiparar os malfeitos serviços, jogam pelo ralo, diariamente, verdadeiras fábulas de reais para patrocinar os mais caros espaços na mídia, buscando com isto, cooptar e formar opinião na marra, usando a publicidade e a propaganda como cortina de fumaça para encobrir a vasta ineficiência crescente no setor.
Caso a orgia de terceirizações no setor fosse substituída pelos moldes anteriores, onde o próprio quadro de empregados respondia pelos serviços, com orgulho e responsabilidade, não teríam as empresas a necessidade de parecer tão generosa à sociedade, usando o marketing e a mídia como escudos.
Ainda há tempo de recuperarmos o bom senso e impedir mais prejuízos produzidos por vendedores de ilusões.

"Está provado na prática que o custo da tática de desmonte é alto, provocando irritação de toda a sociedade e uma relação promíscua entre a empresa e a mídia."