Quanto mais o
tempo passa, quanto mais observamos o comportamento dos novos
gestores do setor de telecomunicações no País, infelizmente, mais
confirmamos nossas espectativas e previsões sobre o presente e o
futuro de todo o sistema.
Não é de hoje que o Sinttel-SC vem chamando a atenção da
sociedade, das autoridades e , principalmente, dos investidores
privados no setor, sobre o tortuoso caminho que vêm trilhando os
executivos contratados a peso de ouro, colocando em risco o capital
investido e o negócio como um todo.
A política imposta por estes "bem dotados" executivos, de
salários espetaculares e poderes incalculáveis, tem provocado o
desmonte estrutural nas empresas onde atuam, desmantelando os
quadros funcionais e, assim, deteriorando cada vez mais a qualidade
dos serviços prestados, o que no passado significava a principal
marca no nosso setor de telecomunicações.
Estes gestores, remanescentes de mercados e setores alienígenas ao
das telecomunicações, conseguem inverter prioridades e provocar
irritações em toda extensão da sociedade, a começar pelos seus
empregados, mal pagos e mal tratados.
Entendem os executivos "iluminados" que reduzir custo é
simplesmente reduzir folha de pagamento. No entanto, para equiparar
os malfeitos serviços, jogam pelo ralo, diariamente, verdadeiras
fábulas de reais para patrocinar os mais caros espaços na mídia,
buscando com isto, cooptar e formar opinião na marra, usando a
publicidade e a propaganda como cortina de fumaça para encobrir a
vasta ineficiência crescente no setor.
Caso a orgia de terceirizações no setor fosse substituída pelos
moldes anteriores, onde o próprio quadro de empregados respondia
pelos serviços, com orgulho e responsabilidade, não teríam as
empresas a necessidade de parecer tão generosa à sociedade, usando
o marketing e a mídia como escudos.
Ainda há tempo de recuperarmos o bom senso e impedir mais
prejuízos produzidos por vendedores de ilusões. |
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"Está
provado na prática
que o custo
da tática de
desmonte é alto,
provocando irritação
de toda a
sociedade e uma relação promíscua
entre a
empresa e a mídia."
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