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EDITORIAL DO SINTTEL-SC
Julho de 2003 (2ª Quinzena)

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Entrelaçar experiência e engajamento de todos!

 A conjuntura nacional que vivemos é das mais complexas. Vejamos: temos um governo federal chefiado por um legítimo representante popular, da Classe Trabalhadora, como quase todos nós, brasileiros, sonhávamos. No entanto, estranhamente, pouca coisa mudou, na prática, depois que Fernando Henrique passou o cargo a Lula. Sentimos que o discurso é outro, a emoção é outra, a vontade de fazer é outra. Mas, ainda, não passou disso. Estamos navegando no prazo do crédito, da confiança, fugindo dos rótulos e das conclusões apressadas.

Não obstante esta avaliação, é necessário que se entenda a realidade por inteiro e não apenas um pedaço dela. Falo das responsabilidades de cada um diante do País e dos problemas que estão mais pertos de nós. É claro que o presidente Lula é o responsável número um pelos nossos anseios de melhora, como cidadãos, mas também somos parte integrante desta tarefa a cada minuto que passa e a cada gesto que somos protagonistas.

Ao elegermos alguém para nos representar, não estamos entregando a delegação de todas as tarefas e deveres a serem cumpridos. Muito pelo contrário. Fizemos parte deste todo, somos responsáveis pela boa condução desta conjuntura, pelo acompanhamento atento do desenrolar dos fatos. Somos fiscais e agentes diretos para fazer e acontecer.

Estamos falando de atuação, de parceria, de compromisso, de engajamento, de coragem para botar a mão na massa, com riscos de errar e acertar, mas, sobretudo, fazer, participar!

Em nossa entidade, no Sinttel-SC, esta realidade não é diferente. A diretoria é eleita, cumpre o seu papel de direção, de vanguarda, mas tudo será em vão, se a atuação dos dirigentes sindicais não tiver a resposta e cumplicidade da Categoria e do trabalhador.

Muito temos feito pelos nossos companheiros. Longas têm sido as jornadas de negociação e trabalho contínuo pela Categoria, mas há momentos que precisamos chamar a atenção de nós mesmos para a importância do engajamento, do entrelaçamento entre os dirigentes mais experientes com os colegas mais novos, com os trabalhadores que integram nossa Categoria, que cresce e pede, cada vez mais, organização e unidade de luta, por melhores salários e condições de trabalho.

Buscar esta convergência é fundamental na nossa atividade sindical. Se ainda há muito o que conquistar nos Acordos Coletivos, vamos fazer isso juntos, com a responsabilidade e a cumplicidade de todos, de cada um de nós. O trabalhador que hoje está na base, representado pelos diretores do Sindicato, não deve abrir mão, também, de seu papel fiscalizador e atuante, garantindo ainda mais força e mobilização de toda a Categoria na mesa de negociação com as empresas.

O futuro é agora, construído a cada minuto. Fazer parte deste tempo é caminhar para frente, com a certeza da vitória.

"Há momentos que precisamos chamar a atenção de nós mesmos para a importância do engajamento, do entrelaçamento entre os dirigentes mais experientes com os colegas mais novos, com os trabalhadores que integram nossa Categoria."