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A conjuntura nacional que vivemos é das
mais complexas. Vejamos: temos um governo federal chefiado por um
legítimo representante popular, da Classe Trabalhadora, como quase
todos nós, brasileiros, sonhávamos. No entanto, estranhamente, pouca
coisa mudou, na prática, depois que Fernando Henrique passou o cargo
a Lula. Sentimos que o discurso é outro, a emoção é outra, a vontade
de fazer é outra. Mas, ainda, não passou disso. Estamos navegando no
prazo do crédito, da confiança, fugindo dos rótulos e das conclusões
apressadas.
Não obstante esta avaliação, é necessário que
se entenda a realidade por inteiro e não apenas um pedaço dela. Falo
das responsabilidades de cada um diante do País e dos problemas que
estão mais pertos de nós. É claro que o presidente Lula é o
responsável número um pelos nossos anseios de melhora, como
cidadãos, mas também somos parte integrante desta tarefa a cada
minuto que passa e a cada gesto que somos protagonistas.
Ao elegermos alguém para nos representar, não
estamos entregando a delegação de todas as tarefas e deveres a serem
cumpridos. Muito pelo contrário. Fizemos parte deste todo, somos
responsáveis pela boa condução desta conjuntura, pelo acompanhamento
atento do desenrolar dos fatos. Somos fiscais e agentes diretos para
fazer e acontecer.
Estamos falando de atuação, de parceria, de
compromisso, de engajamento, de coragem para botar a mão na massa,
com riscos de errar e acertar, mas, sobretudo, fazer, participar!
Em nossa entidade, no Sinttel-SC, esta
realidade não é diferente. A diretoria é eleita, cumpre o seu papel
de direção, de vanguarda, mas tudo será em vão, se a atuação dos
dirigentes sindicais não tiver a resposta e cumplicidade da
Categoria e do trabalhador.
Muito temos feito pelos nossos companheiros.
Longas têm sido as jornadas de negociação e trabalho contínuo pela
Categoria, mas há momentos que precisamos chamar a atenção de nós
mesmos para a importância do engajamento, do entrelaçamento entre os
dirigentes mais experientes com os colegas mais novos, com os
trabalhadores que integram nossa Categoria, que cresce e pede, cada
vez mais, organização e unidade de luta, por melhores salários e
condições de trabalho.
Buscar esta convergência é fundamental na
nossa atividade sindical. Se ainda há muito o que conquistar nos
Acordos Coletivos, vamos fazer isso juntos, com a responsabilidade e
a cumplicidade de todos, de cada um de nós. O trabalhador que hoje
está na base, representado pelos diretores do Sindicato, não deve
abrir mão, também, de seu papel fiscalizador e atuante, garantindo
ainda mais força e mobilização de toda a Categoria na mesa de
negociação com as empresas.
O futuro é agora, construído a cada minuto.
Fazer parte deste tempo é caminhar para frente, com a certeza da
vitória. |
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"Há
momentos que precisamos chamar a atenção de nós mesmos para
a importância do engajamento, do entrelaçamento entre os
dirigentes mais experientes com os colegas mais novos, com
os trabalhadores que integram nossa Categoria."
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