|
| |
ARQUIVO
DE EDITORIAIS
Maio de 2001
CONSULTE
MAIS EM
ARQUIVO DE EDITORIAIS
Clique aqui
|
| No
limite! |
Há
mais de seis anos apresentou-se ao pais o candidato a presidente, o
"pai do Real". Eleito, o "pai" passou a fazer a
apologia da estabilidade econômica e derrota da inflação.
Vivemos, então, o tempo do leite e do mel, pois tínhamos
conseguido criar uma moeda que era mais forte que o Dólar.
O governo vendeu a idéia para a sociedade que somente poderíamos
assegurar este novo cenário caso vendêssemos as empresas estatais,
pois o governo estava absolutamente impossibilitado de investir em
setores considerados fundamentais para o crescimento da economia
tais como, telecomunicações, energia elétrica, sistema viário e
sistema ferroviário. Discurso feito ação executada.
Não demorou muito, as privatizações mostram sua verdadeira face.
Os combustíveis cuja distribuição foi liberada atingiram valores
exorbitantes, existindo diferenças de preço de até 25% entre os
postos de abastecimento. As rodovias privatizadas, tiveram aumentos
de pedágios tão absurdos, que pela vez primeira pudemos ver paralisações
totais dos trabalhadores ligados a transporte de carga. O setor
ferroviário permanece sucateado, com inúmeros acidentes com
descarrilamento e derramamento de material
tóxico. Nas telecomunicações, as tarifas atingiram a
estratosfera, sem falar na queda vertiginosa da qualidade dos
serviços. Finalmente, no setor elétrico, o governo FHC, talvez,
tenha cometido o equívoco mais barulhento. De costas para a
sociedade e segmentos organizados, como os sindicatos, o presidente
não acreditou que a matriz energética idealizada pelo seu
"staff" seria uma bomba relógio de efeito retardado, mas
que de nenhuma maneira deixaria de explodir a curto prazo.
Sob a máscara do racionamento o presidente FHC está autorizando a
maior elevação de taxas de serviços públicos concessionários,
vista nos últimos tempos, para todo o consumo efetuado acima dos
200 kW, o que coloca uma grande parte da população como vítima da
sua incompetência.
Fico a me perguntar, quando, como ou quem, conseguirá mostrar ao
nosso povo, a necessidade de mudarmos imediatamente o rumo de nossa
política econômica, não mais deixando e aceitando passivamente
todos os desmandos deste governo.
Já ultrapassamos todos os limites do tolerável, do suportável e
do possível! |
|
"O
presidente deu
as costas à
sociedade e
perdeu os cadernos
do bom
senso"
|
|
|
|
|
|
|