ARQUIVO DE EDITORIAIS



LEIA NR-17 AQUI

É SÓCIO, ENTÃO PEGUE SUA CARTILHA DA NR17 E CONHEÇA SEUS DIREITOS!

ARQUIVO DE EDITORIAIS
Maio de 2001

CONSULTE MAIS EM
ARQUIVO DE EDITORIAIS

Clique aqui

No limite!
Há mais de seis anos apresentou-se ao pais o candidato a presidente, o "pai do Real". Eleito, o "pai" passou a fazer a apologia da estabilidade econômica e derrota da inflação.
Vivemos, então, o tempo do leite e do mel, pois tínhamos conseguido criar uma moeda que era mais forte que o Dólar.
O governo vendeu a idéia para a sociedade que somente poderíamos assegurar este novo cenário caso vendêssemos as empresas estatais, pois o governo estava absolutamente impossibilitado de investir em setores considerados fundamentais para o crescimento da economia tais como, telecomunicações, energia elétrica, sistema viário e sistema ferroviário. Discurso feito ação executada.
Não demorou muito, as privatizações mostram sua verdadeira face. Os combustíveis cuja distribuição foi liberada atingiram valores exorbitantes, existindo diferenças de preço de até 25% entre os postos de abastecimento. As rodovias privatizadas, tiveram aumentos de pedágios tão absurdos, que pela vez primeira pudemos ver paralisações totais dos trabalhadores ligados a transporte de carga. O setor ferroviário permanece sucateado, com inúmeros acidentes com descarrilamento e derramamento de
material tóxico. Nas telecomunicações, as tarifas atingiram a estratosfera, sem falar na queda vertiginosa da qualidade dos serviços. Finalmente, no setor elétrico, o governo FHC, talvez, tenha cometido o equívoco mais barulhento. De costas para a sociedade e segmentos organizados, como os sindicatos, o presidente não acreditou que a matriz energética idealizada pelo seu "staff" seria uma bomba relógio de efeito retardado, mas que de nenhuma maneira deixaria de explodir a curto prazo.
Sob a máscara do racionamento o presidente FHC está autorizando a maior elevação de taxas de serviços públicos concessionários, vista nos últimos tempos, para todo o consumo efetuado acima dos 200 kW, o que coloca uma grande parte da população como vítima da sua incompetência.
Fico a me perguntar, quando, como ou quem, conseguirá mostrar ao nosso povo, a necessidade de mudarmos imediatamente o rumo de nossa política econômica, não mais deixando e aceitando passivamente todos os desmandos deste governo.
Já ultrapassamos todos os limites do tolerável, do suportável e do possível!

"O presidente deu as costas à sociedade e perdeu os cadernos do bom senso"