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Em
continuação, a análise e reflexos que o desmonte da Telesc
Brasil Telecom, está promovendo em sua estrutura em Santa
Catarina, bem como em outras unidades de produção desta
empresa nos estados onde opera a concessão pública de
telefonia, não podemos deixar de nos manifestar,
demonstrando, nossa absoluta e total indignação, contra os
atuais controladores desta empresa, que estão pura e
simplesmente, extinguindo todos os vínculos diretos com os
trabalhadores, que construíram e operam a planta de
telefonia, que eles adquiriram quando das privatizações.
De
maneira irresponsável, senão suicida, estão terceirizando
todas as atividades executadas pela empresa, perdendo total e
absolutamente o controle operacional da planta em operação,
colocando tudo na mão de empreiteiros, fabricantes,
cooperativas ou trabalhadores autônomos, transformando a
empresa em refém desta estrutura.
Caso
existam incompatibilidades, sejam técnicas, estruturais ou
financeiras, com os parceiros, fica a Empresa impossibilitada
de manter a planta em operação, por não possuir mais um
quadro técnico, capaz de atender e manter operando a vasta
rede de telecomunicações existente em suas bases de operação.
Esta
colocação serve apenas para alertar, as autoridades do
Ministério das Comunicações e a agencia reguladora, a
Anatel, além do Executivo Estadual e Legislativo federal e
estaduais, sobre o risco eminente de colapso, no setor de
telecomunicações, a exemplo do recém ocorrido com o setor
de energia elétrica.
Serve,
ainda, como um sinal vermelho, aqueles que inadvertida ou
inocentemente, acreditam nas propagandas
levadas ao ar e continuam comprando os papéis que estão
sendo comercializados nas bolsas de valores internas ou
externas, como se a Empresa continuasse sendo um investimento
de retorno garantido e de estrutura sólida.
Para
nós, que somos do setor há mais de 30 anos, e que ajudamos a
construir as empresas que hoje estão em operação, vemos com
uma clareza monstruosa o futuro que está sendo construído
para esta a Brasil Telecom.
Como
já ressaltamos em documento-denúncia anterior, a atual gestão
, pós privatização , só em Santa Catarina, fechou 57 agências
comerciais de atendimento aos clientes da empresa. Mais do que
fechar as agências, com a finalidade única de dificultar o
acesso dos assinantes, a Empresa, principalmente para
encaminhar suas reivindicações e reclamações, criou com
uma justificativa enganosa, o novo canal de comunicação
empresa/cliente o “ call center“ que, conforme o divulgado
na mídia, seria a forma mais eficaz de atender todos os
clientes em menor tempo e com maior eficiência, assegurando
sempre que a novidade viria para melhorar a relação entre
Empresa e clientes.
Mais
uma vez, a empresa, intencional e propositadamente, veio a público
dizer inverdades, pois, praticamente, momentos após a criação
do atendimento via “call center”, a Empresa afastou
definitivamente do contato com seus clientes, tendo
providenciado a terceirização desta atividade, entregando
para uma outra empresa, após dezembro de 2001, o contato direto com
seus clientes.
Como
deboche, no dia 20 de março de 2002, os representantes da
Fenattel, e dos sindicatos dos estados do Acre, Mato Grosso,
Paraná e Santa Catarina, foram convidados a ir a Brasília
para tomar conhecimento de alguns projetos que a Empresa
estaria desenvolvendo, em busca da melhoria de seus serviços.
Quando
falo em deboche, refiro-me a última parte da apresentação
feita em Brasília , quando o diretor adjunto de Recursos
Humanos, deu conhecimento da intenção da Empresa, de efetuar
o desligamento dos empregados remanescentes da planta interna
que ainda mantém vínculo empregatício com a mesma.
O
diretor alegou que este processo estava sendo implementado,
com empresas idôneas, que seriam os seus futuros parceiros e,
por via de conseqüência, os contratantes dos trabalhadores
que seriam demitidos da Brasil Telecom em toda sua área de
atuação.
As
tais empresas “idôneas”, conforme propostas efetuadas aos
possíveis demitidos, já haviam feito propostas de salários
aos técnicos que seriam contratados, com a desfaçatez de
propor o pagamento de apenas 45% do salário registrada em
carteira e, aproximadamente, 55% “por fora”, sem o
recolhimento de todos os tributos e encargos que incidissem
sobre esta parcela.
Isto,
mais do que indecência é crime e, como tal, tem que ser
tratado pela Justiça do Trabalho em todas suas esferas de
atuação.
Isto
deve ser denunciado, em alto e bom som, até para os
organismos internacionais que regem as relações de trabalho
pelo mundo, como OIT, pois, crime deste nível não pode mais
ser suportado pelos trabalhadores, quando se sabe
perfeitamente que a finalidade das reestruturações é, única
e exclusivamente, para concentrar a riqueza, disseminando a
miséria e estimulando a exclusão dos trabalhadores em todo o
mundo pós-privatização.
Abstraindo-se
dos aspectos legais que estão sendo relegados ao segundo
plano, e deixando de lado as agruras que estão sendo impostas
aos trabalhadores, deveremos analisar, de maneira objetiva os
reflexos aos usuários deste serviço.
È
preciso que as autoridades interfiram de maneira incisiva para
dar um basta a este estado de desrespeito ao cidadão e ao
trabalhador. |
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"De
maneira irresponsável, senão suicida, estão
terceirizando todas as atividades executadas pela
empresa, perdendo total e absolutamente o controle
operacional da planta em operação"
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