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Os dados mostrados pela mídia, se
verdadeiros são, estão a denunciar o que o Sinttel-SC já vem
falando desde os primeiros movimentos do processo de privatização
do setor de telecomunicações no país.
O modelo de gestão do ponto de vista
técnico e da eficiência e qualidade de serviços é equivocado e
suas conseqüências no terreno trabalhista e social são, ainda,
mais catastróficos. Infelizmente, para nós, isso não é nenhuma
novidade.
O processo de terceirização de
serviços, a transferência de responsabilidades para outras
empresas visam apenas o aumento da lucratividade e coloca em último
lugar o atendimento mínimo de metas de qualidade exigidas pela
Anatel que, por sinal, pouco tem feito para reparar os danos
causados entre os clientes das operadoras de telefonia.
A precarização das condições de
trabalho e a queda vertiginosa do poder de compra dos salários dos
trabalhadores em telecomunicações tem aprofundado os sofrimentos
vividos pela Categoria, sem falar da falta de treinamento adequado
para o bom desempenho das funções em "call center".
Se este treinamento existisse de
forma correta o
problema ainda seria minimizado. Mas, ao contrário, reside aí o
agravamento nas condições de trabalho e na baixa qualidade no
atendimento. Praticamente, não há treinamento compatível com as
exigências mínimas de qualidade.Fica, então, tudo nivelado por
baixo, atendimento, salários e condições de trabalho.
Se isso não bastasse, há, hoje, um
direcionamento nas empresas do setor, de criar mecanismos de
premiação aos empregados dedicados a cortar cabeças nos quadros
de pessoal. Quem corta mais, ganha mais. É o bônus para o
"melhor carrasco". Onde nós vamos parar?!!
Finalmente, vale comentar os números
que a imprensa tem divulgado, ultimamente. Há casos, como a
Embratel, que são absurdos pela que já se teve no passado. Os
números atuais mostram um prejuízo que ultrapassam R$ 1 bilhão.
Não é preciso recordar o que a Embratel representou para o país
em telecomunicações. Ontem, modelo de gestão empresarial, empresa
número um em atendimento e qualidade de serviços, hoje, um
lamentável balcão de reclamações, com salários aviltados e com
crescentes déficits, como contam os jornais e revistas econômicos.
Até quando, tudo isso. Onde vamos
parar??!! |
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"Se
isso não bastasse, há, hoje, uma crescente filosofia nas
empresas do setor, de criar mecanismos de premiação aos
empregados dedicados a cortar cabeças nos quadros de
pessoal. Quem corta mais, ganha mais. É o bônus para o
"melhor carrasco". "
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