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EDITORIAL DO SINTTEL-SC
Maio de 2002

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Onde vamos parar??!!
Os dados mostrados pela mídia, se verdadeiros são, estão a denunciar o que o Sinttel-SC já vem falando desde os primeiros movimentos do processo de privatização do setor de telecomunicações no país.

O modelo de gestão do ponto de vista técnico e da eficiência e qualidade de serviços é equivocado e suas conseqüências no terreno trabalhista e social são, ainda, mais catastróficos. Infelizmente, para nós, isso não é nenhuma novidade.

O processo de terceirização de serviços, a transferência de responsabilidades para outras empresas visam apenas o aumento da lucratividade e coloca em último lugar o atendimento mínimo de metas de qualidade exigidas pela Anatel que, por sinal, pouco tem feito para reparar os danos causados entre os clientes das operadoras de telefonia.

A precarização das condições de trabalho e a queda vertiginosa do poder de compra dos salários dos trabalhadores em telecomunicações tem aprofundado os sofrimentos vividos pela Categoria, sem falar da falta de treinamento adequado para o bom desempenho das funções em "call center".

Se este treinamento existisse de forma correta o problema ainda seria minimizado. Mas, ao contrário, reside aí o agravamento nas condições de trabalho e na baixa qualidade no atendimento. Praticamente, não há treinamento compatível com as exigências mínimas de qualidade.Fica, então, tudo nivelado por baixo, atendimento, salários e condições de trabalho.

Se isso não bastasse, há, hoje, um direcionamento nas empresas do setor, de criar mecanismos de premiação aos empregados dedicados a cortar cabeças nos quadros de pessoal. Quem corta mais, ganha mais. É o bônus para o "melhor carrasco". Onde nós vamos parar?!!

Finalmente, vale comentar os números que a imprensa tem divulgado, ultimamente. Há casos, como a Embratel, que são absurdos pela que já se teve no passado. Os números atuais mostram um prejuízo que ultrapassam R$ 1 bilhão. Não é preciso recordar o que a Embratel representou para o país em telecomunicações. Ontem, modelo de gestão empresarial, empresa número um em atendimento e qualidade de serviços, hoje, um lamentável balcão de reclamações, com salários aviltados e com crescentes déficits, como contam os jornais e revistas econômicos.

Até quando, tudo isso. Onde vamos parar??!!

"Se isso não bastasse, há, hoje, uma crescente filosofia nas empresas do setor, de criar mecanismos de premiação aos empregados dedicados a cortar cabeças nos quadros de pessoal. Quem corta mais, ganha mais. É o bônus para o "melhor carrasco". "