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Março de 2002

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Era só o que faltava
Correm rumores nos corredores a Telesc Brasil Telecom, mais um daqueles que começa com muito terrorismo e depois vira uma dura realidade de desmonte da Telesc.
Muito provavelmente, a partir de abril, a Empresa irá terceirizar o o seu pessoal de planta interna, àqueles últimos remanescentes da antiga Telesc, que ainda desempenham suas atividades na manutenção dos equipamentos internos da Empresa.
O mais cruel nesta terceirização, razão pela qual ela é acionada, é a contratação de trabalhadores, muitas vezes, os mesmos que foram demitidos, através de contratos draconianos, que retiram os antigos direitos que os trabalhadores telefônicos consquistaram ao longo de sua história em Santa Catarina. Estes contratos, como já vem acontecendo em outras terceirizações em andamento, eliminam os tíquetes, a assistência médica, e o amparo previdenciário da Fundação. Mas, vão mais além. Os tais contratos terceirizados pagam salários ridículos que constam em carteira e a instituição do "por fora", complementa a miséria oferecida pela Empresa. É a fórmula perfeita para quem apenas enxerga no trabalhador como uma ferramenta de obter lucros fáceis, ou seja, explora mão de obra barata, corta direitos e benefícios e "dribla" os direitos trabalhistas em vigência na CLT.
Esta situação inaceitável precisa ter um fim! O trabalhador não pode mais sustentar a ciranda de estratosféricos lucros da Empresa, abaixo de baixos salários e arrocho total sobre o quadro de pessoal.
Mais do que o Sindicato, a Federação e demais entidades sindicais, precisam se erguer contra estes senhores feudais que se instalaram nas empresas de telecomunicações. A sociedade catarinense, que perdeu poder político, poder aquisitivo, com o esvaziamento e sangria de impostos para outros estados, quando da transferência das operadoras, não pode mais, apenas, observar o que está acontecendo.
Não há mais como suportar tanta maldade e uma política de lesa-pátria!
A resposta pode tardar, mas virá!

"Já praticaram todo tipo de golpe contra os empregados. O novo alvo, agora, é a terceirização da planta interna, com precarização vertical de direitos e benefícios dos trabalhadores."