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Esta é uma avaliação inicial com
percentual de erro muito pequeno.
Sob os violentos tornados e furacões
de denúncias e falcatruas que cercam o Governo Federal e seus
aliados no Congresso Nacional, o Referendo sobre o Desarmamento,
acontecido no último dia 23 de outubro virou um instrumento de
protesto da população, cansada e indignada com o comportamento dos
"cavaleiros da ética" do Partido dos Trabalhadores, que se
transformaram nos arautos da mais desavergonhada corrupção que já se
viu na República.
O "NÃO", de quase 70 % dos votos
apurados, é um recado direto ao governo e ao Congresso, no sentido
de que a maioria não aceita que o Planalto atire no colo da
população a responsabilidade de diminuir ou resolver o grave
problema da violência e da criminalidade no Brasil.
A estratégia de buscar um referendo
para minimizar as responsabilidades do Governo Federal em
desenvolver uma eficiente política de segurança pública deu com os
burros n'água. Antes de se esconder atrás de uma pergunta mal feita,
de má fé e tendenciosa, o governo usaria melhor os 500 milhões de
reais que foram queimados numa consulta popular, apresentando ao
Legislativo um projeto sério de segurança, que, aliás, começa com
uma boa distribuição de renda e com um enfrentamento mais corajoso
com os grandes grupos transnacionais e com o sistema financeiro
internacional.
Ainda embalado pelo devaneio
romântico do Referendo, alguns ministros chegam a sugerir que o País
faça um referendo a cada eleição à prefeito, de quatro em quatro
anos. Nessa linha, muito melhor seria acabar de vez com o
Legislativo, na medida em que a discussão de projetos se dará em
consultas populares e não mais em casa legislativas! Era só o que
faltava! Ora bolas, senhores políticos, vamos trabalhar??!!
Precisamos é consertar as mazelas nacionais, sem desvios e debates
secundários, que tratam da conseqüência e não das causas.
O "NÃO" inquestionável do referendo
é o primeiro recado das urnas. Em 2006, quando escolheremos
presidente, governadores, deputados e senadores, a conversa com o
povo será ainda mais cruel com aqueles que hoje estão pescando em
águas turvas e lambuzando-se com as delícias do poder.
Cuidado, senhores, o "NÃO" foi uma
preliminar. Nem os artistas Globais conseguiram sensibilizar a
indignação e o desgosto que vivemos. O povo não está para
brincadeiras!!
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"O "NÃO" inquestionável do referendo é o primeiro recado das
urnas. Em 2006, quando escolheremos presidente,
governadores, deputados e senadores, a conversa com o povo
será ainda mais cruel com aqueles que hoje estão pescando em
águas turvas e lambuzando-se com as delícias do poder.".
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