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ARQUIVO DE EDITORIAIS
Mês de outubro de 2000
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| Setor
primário? |
Em que pese a nossa
luta contra as condições de trabalho oferecidas aos telefônicos
e as perdas cruéis na reestruturação promovida no setor
telefônico, nosso trabalho no Sinttel-SC nunca se afastou do
tema mais significativo na vida de qualquer trablhador: o salário.
De tudo que foi dito sobre a ação desumana de empresas que
se instalaram em nosso ramo de atividade, vemos que o objetivo
final é pressionar os salários, a partir da premissa feudal
de que o caminho para se aumentar lucratividade é sacrificar
o quadro de pessoal.
Tamanho desconhecimento de conceitos básicos e mais arejados
sobre gerenciamento de recursos humanos confunde-se com igual
inexperiência demonstrada à exaustão pelos gestores de
certas empresas.
Tal desconhecimento tem gerado insatisfações múltiplas,
tanto interna como externa, precarizando serviços,
atendimento, criando antipatias e, por fim, condenando
projetos ao absoluto fracasso.
Chegamos a um ponto tão dramático que o telefônico, que é
especializado e de alto grau de conhecimento técnico e científico
para suas funções, iguala seu piso salarial ao da indústria
de transformação, que historicamente, oferece remuneração
inferior. Repudiamos a idéia de achatamento do nosso piso aos
níveis do setor secundário e até primário da economia. |
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"Salários
medievais são insuportáveis no atual mercado que exige
alta qualificação e competitividade" |
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