Há
muito tempo que o Sinttel-SC vem alertando para o desmonte que se
verifica na Telesc, durante todo este penoso e cruel processo de
privatização que o setor foi submetido no País.
Além de denunciar o massacre que os trabalhadores telefônicos vêm
sofrendo, com demissões em massa, perda de direitos históricos e
precarização cada vez maior das condições de trabalho, também o
Sinttel-SC tem apontado o bombardeio, promovido pela Brasil Telecom,
sobre o patrimônio da Telesc, que vem sendo depredado,
desvalorizado, por vezes de forma proposital - fruto da
irresponsabilidade e falta de conhecimento de seus gestores diretos
- e, muitas outras vezes, por absuluto abandono e falta de cuidado.
Já são alguns os exemplos de equipamentos e prédios da Telesc, em
Santa Catarina, que estão há tanto tempo sem manutenção e
vigilância, que foram atacados por vândalos e saqueados por
gatunos que viram ali o completo abandono do local. Existem outros
casos, como o de algumas antenas pelo Estado, que estão prestes
a despencar, interrompendo a transmissão de dados e de linhas, o
que provocaria prejuízos incalculáveis à própria Empresa.
Para nós, da Categoria e do Sinttel-SC, que conhecemos
profundamente a Telesc, sabemos o quanto é grave os fatos que
estão se verificando em todo o Estado.
No entanto, sabemos que há algumas cabeças na Brasil Telecom que
começam a perceber o quanto já se perdeu em tempo e patrimônio -
material e humano - e que oferecem risco objetivo no funcionamento
de equipamentos e fornecimento de serviços rotineiros.
Agrada-nos a idéia de voltar a discutir tais questões, mesmo que
tarde, na medida em que sempre há tempo para se reparar um erro e
resgatar antigos conceitos de eficiência e qualidade.
O Sinttel-SC e os Telefônicos, como sempre, estão prontos para o
diálogo e por demais ansiosos para arregassar as mangas e
trabalhar. Para isso, basta apenas a vontade dos gestores da Brasil
Telecom de chamar-nos sob as máximas do bom trabalho e do justo
pagamento por ele. |
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"Ninguém,
mais do
que nós, em Santa
Catarina, sente
tanto o abandono
de equipamentos
e sedes
da Telesc, que
apodrecem. Mas
ainda há tempo e gente para
reconstruí-los."
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