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Outubro de 2001

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Prontos para o bom diálogo!
Há muito tempo que o Sinttel-SC vem alertando para o desmonte que se verifica na Telesc, durante todo este penoso e cruel processo de privatização que o setor foi submetido no País.
Além de denunciar o massacre que os trabalhadores telefônicos vêm sofrendo, com demissões em massa, perda de direitos históricos e precarização cada vez maior das condições de trabalho, também o Sinttel-SC tem apontado o bombardeio, promovido pela Brasil Telecom, sobre o patrimônio da Telesc, que vem sendo depredado, desvalorizado, por vezes de forma proposital - fruto da irresponsabilidade e falta de conhecimento de seus gestores diretos - e, muitas outras vezes, por absuluto abandono e falta de cuidado. Já são alguns os exemplos de equipamentos e prédios da Telesc, em Santa Catarina, que estão há tanto tempo sem manutenção e vigilância, que foram atacados por vândalos e saqueados por gatunos que viram ali o completo abandono do local. Existem outros casos, como o de algumas antenas pelo Estado, que estão
prestes a despencar, interrompendo a transmissão de dados e de linhas, o que provocaria prejuízos incalculáveis à própria Empresa.
Para nós, da Categoria e do Sinttel-SC, que conhecemos profundamente a Telesc, sabemos o quanto é grave os fatos que estão se verificando em todo o Estado.
No entanto, sabemos que há algumas cabeças na Brasil Telecom que começam a perceber o quanto já se perdeu em tempo e patrimônio - material e humano - e que oferecem risco objetivo no funcionamento de equipamentos e fornecimento de serviços rotineiros.
Agrada-nos a idéia de voltar a discutir tais questões, mesmo que tarde, na medida em que sempre há tempo para se reparar um erro e resgatar antigos conceitos de eficiência e qualidade.
O Sinttel-SC e os Telefônicos, como sempre, estão prontos para o diálogo e por demais ansiosos para arregassar as mangas e trabalhar. Para isso, basta apenas a vontade dos gestores da Brasil Telecom de chamar-nos sob as máximas do bom trabalho e do justo pagamento por ele.

"Ninguém, mais do que nós, em Santa Catarina, sente tanto o abandono de equipamentos e sedes da Telesc, que apodrecem. Mas ainda há tempo e gente para reconstruí-los."