|
Em que pese o mundo
estar de luto e revoltado com os atos terroristas praticados em Nova
Iorque, nos Estados Unidos, matando milhares de pessoas inocentes, o
episódio trouxe à baila uma antiga e sempre atual discussão a
cerca da postura do que costuma-se chamar de "comunidade
econômica-financeira" norte-amaricana", responsável pela
condução nas políticas econômicas de, praticamente, todo o
mundo.
Desde a Segunda Guerra Mundial, estamos observando, em progressão
geométrica, a ascensão do império econômico dos Estados Unidos
em parceiria com alguns países europeus, como a Inglaterra,
França, Alemanha e até o Japão, que acabou se convertendo num
clone norte-americano, desempenhando um papel tão cruel como o do
seus inspiradores.
Estas potênciais econômicas, lideradas pelos Estados Unidos se
transformaram nos donos absolutos da economia global, baseada numa
exploração, de moldes medievais, que divide o mundo em ricos,
pobres e miseráveis.
Estabeleceu-se, então, um modelo econômico global, pretensamente
"moderno", onde a lógica é sustentar esta casta
econômica no poder, com a precarização da qualidade de vida e o
aprofundamento da miséria da grande maioria dos povos do planeta.
Como pano de fundo, agravam-se as diferenças
econômicas, políticas e sociais, com crises étnico-religiosas
milenares, transformando homens e mulheres em máquinas de matar e
morrer, fazendo do terrorismo a síntese animalesca de um modelo
cruel e desumano.
Do alto da sua megalomania, o governo norte-americano investe pesado
em sua política intervencionista, aproveitando-se da dor e da
revolta do seu povo, que ainda chora suas vítimas dos ataques ao
World Trade Center, para lançar ao mundo mais ódio e terror,
impondo ainda maior submissão de povos.
Aos olhos do bom senso, o presidente norte-americano, em vez de
convocar o mundo à guerra, como se isso fosse resolver o
terrorismo, deveria comandar a "justiça infinita" para
por fim à fome, a miséria e à exploração do homem sobre o
homem.
Se engana o presidente Bush, quando lança a frase: "quem não
está a nosso favor está a favor do terrorismo". Estamos do
lado da verdadeira "justiça infinita", aquela que não
oprime, nem explora povos. No mais, não estamos de lado algum.
Somos assistentes tristes, de um país colonizado, testemunhas de
mais uma aberração da raça humana, que prefere sangrar, matar e
negar que seja um animal, minimamente, racional. |
|
"Para
Bush, justiça
infinita é
cuidar" do seu umbigo,
esquecendo que
o mundo passa fome
e miséria."
|
|