ARQUIVO DE EDITORIAIS



LEIA NR-17 AQUI

É SÓCIO, ENTÃO PEGUE SUA CARTILHA DA NR17 E CONHEÇA SEUS DIREITOS!

 

EDIÇÃO Nº 655 - 12 DE JULHO DE 2007


FORAM SETE DIAS DE GREVE E UNIDADE!
Hora de
encontrar soluções!

Os sete dias de movimento grevista na Koerich, valeram por alguns anos, com certeza. E valeram tanto assim, por que passamos a nos conhecer mais e saber que quando queremos, com o coração e com a determinação, sempre podemos.

A diretoria do Sinttel-SC, que há tanto tempo vem militando no trabalho de defesa da Categoria, passou a ter uma avaliação muito mais precisa dos trabalhadores de sua base, precisamente dos companheiros da Koerich, depois de tudo que vivenciamos nos últimos dias.

Não há a menor dúvida que, da mesma forma, os trabalhadores telefônicos da Koerich passaram a entender melhor que tipo de Sindicato os dirigentes do Sinttel-SC fazem e pretendem continuar fazendo. Sabem, agora, com maior clareza, que a nossa tarefa como dirigentes sindicais é, antes de mais nada, a de organizar a luta da Categoria e acatar - sem hesitar - aquilo que os trabalhadores deliberam como encaminhamento, seja o que for.

No processo que ainda vivemos esta foi a tônica que nos pautou e que nos guiou, desde as primeiras horas de greve, até o seu fechamento, na última terça-feira, dia 10.

Todos lembram que antes da greve, passamos por uma exaustiva negociação com os representantes da Empresa. Esgotadas as rodadas, por duas vezes, levamos a proposta negociada para avaliação e deliberação da Categoria, percorrendo 23 cidades do Estado, para realização das assembléias. Como resultado, tivemos a decisão soberana dos trabalhadores, com a rejeição dupla do que a Empresa ofereceu.

No momento em que a segunda rejeição era votada, todos nós sabíamos que estávamos votando, também, uma caminhada em direção à greve e assim foi feito.

Deliberado o movimento grevista, a direção do Sinttel-SC não vacilou um segundo em tomar todas as providências legais e imediatamente iniciar a mobilização da Categoria e dar conseqüência àquilo que os trabalhadores haviam decidido nas assembléias. Fomos à greve, conscientes da luta e certos de estarmos cumprindo o nosso papel de bem representar os trabalhadores telefônicos e estar sempre na vanguarda de seus anseios.

Ganhamos as portas da Koerich na madrugada dia 2, enfrentamos todas as adversidades, todas as pressões e tivemos, o tempo todo, ao lado do trabalhador, buscando a adesão ao movimento e reverenciando os bravos que, desde as primeiras horas, vieram pra calçada e participaram da greve conscientes, corajosos e unidos em torno da idéia de se buscar justiça.

A greve que realizamos foi reveladora e didática, como já dissemos. Estes momentos são os que nos desafiam, que nos testam a ousadia e a paciência e que se revelam os sentimentos, os gestos e as atitudes de maior afinidade com o que realmente somos.

Por outro lado, a dinâmica que tivemos com a Empresa não foi tão diferente. Por mais hostilidades, de parte a parte, que possam ter ocorrido, por mais divergências que tenham aflorado nos últimos dias, Sinttel-SC e Koerich ganharam em conhecimento e, com certeza, enriquecemos nossos conceitos e passamos a saber como somos no curso de uma boa batalha.

Por isso tudo, verdadeiramente, todos nós, aprendemos muito sobre nós mesmos. Só isso já teria valido tudo que fizemos, cada um em seu papel.

Mas, mais do que isso, avançamos naquilo que queríamos, ou seja, que se criasse um ambiente para que a Empresa nos oferecesse uma oportunidade de reabrir a negociação, de discutir novas saídas e viabilizar um Acordo Coletivo de Trabalho de maior bom senso. É verdade que isso, concretamente, ainda não aconteceu. Os representantes da Koerich permanecem silenciosos e não recebemos, até agora, nenhuma sinalização neste sentido. No entanto, o Sinttel-SC acredita que o cenário está propício e devidamente demarcado para que retomemos as conversações e se encontre um caminho sereno e de conversão de idéias, entendendo que é possível que todos possam sair vitoriosos deste processo.

Encerrado o movimento grevista, o Sinttel-SC e a Categoria, agora, aguardam que a Empresa faça a sua parte, reveja sua posição e procure o Sindicato com o sentido de criar-se um novo patamar de relações, mais maduro, conclusivo e que permita o encaminhamento do Acordo Coletivo de Trabalho.