Saúde mental no trabalho: Riscos Psicossociais passam a integrar a NR-1 

Nova redação da norma reforça a necessidade de identificar e prevenir fatores relacionados à organização do trabalho que possam afetar a saúde dos trabalhadores 

Neste 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, falar sobre saúde mental também significa olhar para o ambiente de trabalho.

Sobrecarga, assédio, excesso de demandas e falta de apoio são alguns dos fatores que podem representar riscos à saúde dos trabalhadores. Desde 26 de maio de 2026, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a constar expressamente no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A mudança reforça um ponto importante: a prevenção da saúde mental no trabalho não pode ser colocada somente como responsabilidade individual do trabalhador. A organização e as condições de trabalho também precisam ser observadas.

 

O que são riscos psicossociais relacionados ao trabalho?

São fatores relacionados à organização, à gestão e às condições em que as atividades são realizadas que podem afetar a saúde dos trabalhadores.

Entre os exemplos apontados pelo Ministério do Trabalho e Emprego estão excesso de demandas, sobrecarga de trabalho, assédio e falta de suporte.

Outras situações, como jornadas excessivas, pressão constante, falta de autonomia e relações de trabalho inadequadas, também podem contribuir para ambientes prejudiciais à saúde.

Isso não significa que todo sofrimento mental seja provocado pelo trabalho. Mas significa reconhecer que determinadas condições profissionais podem representar fatores de risco e precisam ser prevenidas.

O que mudou com a NR-1?

A NR-1 estabelece diretrizes relacionadas à segurança e à saúde no trabalho e ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Com a nova redação da norma, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a ser expressamente contemplados nesse gerenciamento.

Na prática, a prevenção não deve observar apenas riscos físicos, químicos, biológicos, de acidentes ou ergonômicos. A organização do trabalho também precisa ser considerada na identificação e avaliação dos riscos ocupacionais.

Por que isso importa para quem trabalha em telecomunicações?

O setor de telecomunicações vive constantes transformações, com novas tecnologias, mudanças nas funções, metas, terceirização e diferentes formas de organização do trabalho.

Cada empresa e cada ambiente possuem suas particularidades. Mas situações como sobrecarga persistente, pressão excessiva, assédio, falta de apoio ou condições inadequadas de trabalho não devem ser naturalizadas como parte da profissão.

Prevenir riscos psicossociais também significa olhar para a maneira como o trabalho está organizado e buscar condições que preservem a saúde, a segurança e a dignidade de quem trabalha.

O trabalhador não precisa enfrentar essas situações sozinho

Para o SINTTEL-SC, saúde mental também é uma questão de condições dignas de trabalho.

Se você identificar problemas relacionados às condições ou à organização do trabalho que estejam afetando você ou seus colegas, procure o SINTTEL-SC e relate a situação.

A informação que chega ao sindicato é importante para compreender a realidade dentro das empresas, orientar os trabalhadores e avaliar as medidas que podem ser adotadas.

Cuidar da saúde mental também passa pela construção de ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e dignos.

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