O Sinttel-SC, junto ao Sintetel e aos demais sindicatos filiados à Fenattel, participou na última quarta-feira, 24 de junho, da abertura das negociações do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2026 com a Claro.
Na reunião online, a empresa apresentou os resultados acumulados até maio de 2026 e sua proposta para o PPR:
🔹 Claro Brasil: 58,56% — projeção de 2,11 salários
🔹 Segmento Grandes Empresas e Governo: 70,94% — projeção de 2,55 salários
🔹 Segmento Consumo + PME: 44,22% — projeção de 1,59 salário
🔹 Segmento PME: 51,57% — projeção de 1,86 salário
A proposta ainda prevê que trabalhadores que pedirem demissão não serão elegíveis ao programa, pagamento aos ativos em junho de 2027, aos desligados em julho de 2027, e manutenção das demais cláusulas vigentes.
A bancada sindical recusou a proposta.
O modelo apresentado pela Claro segmenta os resultados por área de negócio e regionalização, gerando uma situação injusta: enquanto um trabalhador recebe o equivalente a 1,5 salário de PPR, um colega que atua ao seu lado recebe 3 salários. Essa distorção é inaceitável.
O Sinttel-SC e os demais sindicatos defendem um programa único para todos os trabalhadores da Claro — um modelo que valorize o esforço coletivo, fortaleça o engajamento e distribua os resultados de forma justa.
Além disso, a bancada sindical apresentou duas reivindicações centrais:
1. Separação das negociações do PPR do Acordo Coletivo de Trabalho — são temas distintos e precisam ser discutidos em mesas independentes.
2. Revisão dos indicadores de metas — os critérios atuais são excessivamente rigorosos. Na prática, atingir o teto máximo de 3,6 salários é praticamente impossível para o trabalhador. As metas precisam ser equilibradas e realmente alcançáveis.
As negociações terão continuidade em reunião a ser agendada, e o Sinttel-SC seguirá na mesa defendendo um PPR justo, transparente e unificado para todos.


